Deltan Dallagnol fica com a 2ª vaga do Paraná no Senado, mas candidatura depende do TSE

Ex-procurador liderou força-tarefa da Lava Jato, foi eleito deputado em 2022 e teve mandato cassado no ano seguinte

4 out 2026 - 19h06
(atualizado às 19h08)
Deltan Dallagnol (Novo) dá entrevista coletiva após votar em Curitiba (PR)
Deltan Dallagnol (Novo) dá entrevista coletiva após votar em Curitiba (PR)
Foto: Reprodução / Campanha Novo PR

O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) fica com a segunda vaga do Paraná no Senado nas eleições deste domingo, 4. Às 19h02, com 94,06% das seções apuradas, ele aparecia com 25,31% dos votos, atrás de Filipe Barros (PL), que tinha 27,29%. Alexandre Curi (Republicanos), terceiro colocado, registrava 16,68%.

Apesar da vantagem, a situação de Deltan ainda depende da Justiça Eleitoral. Na manhã deste domingo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, suspendeu uma decisão que havia indeferido a candidatura e determinou que o registro voltasse a constar como “deferido com recurso”. Com isso, os votos são contabilizados normalmente, mas a validade definitiva dependerá de julgamento do plenário da Corte.

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Deltan ganhou projeção nacional como procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Depois de deixar o Ministério Público Federal (MPF), ingressou na política e foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022.

O mandato, porém, foi cassado pelo TSE em 2023. A Corte entendeu que Deltan pediu exoneração do MPF, em novembro de 2021, para evitar eventual inelegibilidade decorrente de procedimentos disciplinares que tramitavam contra ele. Esse entendimento voltou ao centro da disputa sobre sua candidatura ao Senado em 2026.

Na véspera da eleição, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia indeferido o registro e determinado que os votos dados a Deltan fossem considerados nulos. Nunes Marques reverteu os efeitos da decisão neste domingo, sem analisar o mérito da elegibilidade, e preservou os votos até que o plenário do TSE dê a palavra final.

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Fonte: Portal Terra
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