O presidente do TSE, Nunes Marques, considerou naturais as intercorrências com celulares na votação, após Romeu Zema ser flagrado usando o aparelho na cabine, caso que será apurado pelo TRE-MG. O ministro reforçou a confiança no sistema eleitoral diante de judicializações e destacou que eventos climáticos associados ao El Niño não impediram o deslocamento dos eleitores no País.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, disse neste domingo, 4, que o uso de celular na cabine de votação é uma intercorrência natural e afirmou que a Justiça Eleitoral deve adotar providências sobre a prática. Nunes Marques foi questionado sobre o episódio em que o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi flagrado votando neste domingo, 4, com o celular na mão.
O ex-governador de Minas Gerais, que votou em Araxá, afirmou que não foi alertado sobre isso. O desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, afirmou mais cedo que e disse que vai apurar o caso.
"Há um monitoramento constante, houve treinamento. Todos os mesários recebem treinamento para obstar, na cabine de votação, a entrada de equipamentos eletrônicos. Algumas intercorrências não naturais que ocorram, e a Justiça Eleitoral deve adotar as providências", disse o ministro em coletiva de imprensa na sede do TSE.
Nunes Marques também afirmou que "há uma tradição de judicialização" no País e era esperado que candidatos fossem à Justiça para questionar aspectos relacionados às eleições. "Muitos fatores podem ser questionados, mas (em relação ao) nosso sistema eleitoral estamos bastante confiantes de que não temos ainda do que se queixar", afirmou.
O ministro ainda disse que não houve "praticamente nenhum problema" no deslocamento de eleitores em razão de eventos climáticos. Havia esse temor devido ao fenômeno climático El Niño, que intensifica secas no Norte e no Nordeste e chuvas intensas no Sul. Segundo ele, a maior preocupação era a Região Norte, onde muitos eleitores dependem do transporte fluvial.
"Na região Sul, em que pesem as fortes chuvas e ventos de hoje, não houve inundação e alagamento que impedisse o deslocamento", acrescentou o ministro.