O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), tem o maior patrimônio declarado à Justiça Eleitoral entre os 20 governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026. O republicano informou R$ 575,68 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro da candidatura. Vinte Estados definiram os governadores ainda no primeiro turno neste domingo, 4.
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A comparação patrimonial considera os valores apresentados pelos próprios candidatos no início da campanha eleitoral de 2026. Os números, portanto, não correspondem necessariamente à fortuna atual de cada político nem ao valor de mercado dos bens depois da eleição.
Pivetta declarou 22 bens, que somam R$ 575.680.871. Mais de 99% do valor informado está concentrado em fundos de investimento e ações. Foram declarados R$ 294,42 milhões em fundos e R$ 278,13 milhões em ações, segundo os dados enviados ao TSE.
O valor também representa uma alta nominal de 52% em relação à declaração apresentada por Pivetta nas eleições de 2022. Naquele ano, quando concorreu a vice-governador, ele informou R$ 378,87 milhões. A comparação não desconta a inflação.
Veja a comparação com outros governadores eleitos
- Eduardo Riedel (PP-MS): R$ 16,15 milhões;
- Daniel Vilela (MDB-GO): R$ 5,63 milhões;
- Jorginho Mello (PL-SC): R$ 2,82 milhões;
- Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP): R$ 2,70 milhões;
- Marcos Rogério (PL-RO): R$ 2,38 milhões;
- Rafael Fonteles (PT-PI): R$ 1,80 milhão;
- Lucas Ribeiro (PP-PB): R$ 741,4 mil;
- Luciano Zucco (PL-RS): R$ 709,3 mil;
- Arthur Henrique (PL-RR): R$ 578,5 mil.
Os valores patrimoniais são autodeclarados no processo de registro de candidatura. Por isso, o levantamento mostra quanto cada candidato afirmou possuir no começo da campanha de 2026, e não uma avaliação atualizada da riqueza dos governadores depois da eleição.