Em primeiro discurso após o primeiro turno das eleições gerais deste domingo, 4, Lula (PT) disse ter se surpreendido com o resultado, que encara a situação como uma "lição da democracia" e falou sobre o "passado tenebroso" de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL). O ato acontece no hotel Renaissance São Paulo, na capital paulista. Agora, Lula e Flávio vão para o segundo turno na disputa pela Presidência da República.
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"O resultado, muitas vezes, é inesperado. A gente nunca consegue tudo aquilo que agente queria. Eu confesso para vocês que eu estava convencido que iria ganhar as eleições no primeiro turno. Mas eu também já pensei isso outras vezes", falou, citando disputas passadas contra Geraldo Alckmin, agora seu aliado político, e José Serra.
Lula começou o discurso agradecendo os brasileiros que foram às urnas votarem e, depois, fez um apelo para as pessoas que não foram votar: "Nesse momento histórico do Brasil, o voto é necessário para definir o futuro do país".
Para o petista, o segundo turno será o momento de "mostrar a verdadeira fotografia do Brasil" e que, a partir de amanhã, ele iniciará uma nova campanha -- onde, apenas com dois candidatos, as diferenças entre as propostas ficarão mais evidentes.
Lula falou ainda que "do outro lado" há apenas "incertezas com a biografia de um passado tenebroso". Ao criticar o adversário, ele citou o escândalo do Banco Master e a criação da "maior orgia envolvendo políticos e autoridades desse país".
"O bolsonaristas se preparem, porque nós vamos derrotá-los", disse, sendo aclamado por apoiadores. "O jogo vai começar, nós estamos na prorrogação. Na prorrogação nós vamos convencer o povo brasileiro da importância de continuar nossos projetos", continuou o petista.
No palanque, Lula comentou que o Brasil está perto de dar um "salto de qualidade" e que isso acontecerá por meio da educação -- onde se compromete a continuar fazendo investimentos. Além disso, citou outras medidas populares como a de disponibilizar canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS).