O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição para Presidente da República, fez elogios e apoiou a campanha do deputado estadual do Rio de Janeiro Márcio Canella (União Brasil), preso em operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 15. Ele é acusado de integrar um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.
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O Terra entrou em contato com a equipe de Flávio Bolsonaro e aguarda posicionamento. A defesa de Canella não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do RJ, e também é ex-prefeito de Belford Roxo. Ele foi preso na oitava fase da Operação Unha e Carne.
O delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, também foi preso.
A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados. As defesas de Canella e Amin ainda não se manifestaram.
Em abril, enquanto Flávio era pré-candidato à Presidência, ele anunciou “apoio integral” a Canella, que havia se lançado ao Senado. “Estou aqui para reafirmar nosso apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canella como pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro”, afirmou na época.
Flávio compartilhou a declaração em um vídeo nas redes sociais em abril, quando Canella era um dos nomes da chapa bolsonarista para o Senado, e ainda não havia deixado a prefeitura de Belford Roxo.
“Ele atualmente é prefeito de Belford Roxo, uma cidade importante da Baixada Fluminense. O Canella foi deputado comigo, tem mais de 90% de aprovação na sua cidade, o que mostra que é uma pessoa competente, que sabe trabalhar e que vai estar com a gente na missão de resgatar o nosso Brasil, nos ajudando aqui no Rio de Janeiro”, continuou Flávio no post.
Canella já havia sido preso em 7 de julho deste ano, quando ainda era pré-candidato ao Senado. Ele foi detido após a PF encontrar um fuzil no carro dele enquanto cumpria mandados em outra fase da Operação Unha e Carne.
Em agosto, Canella desistiu de concorrer ao Senado, e passou a se candidatar a deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, passaram a integrar a chapa bolsonarista ao Senado e foram eleitos.