Flávio Bolsonaro avalia debate com Lula como saudável e diz que pode adotar ideias do adversário

Sobre as políticas ambientais, candidato declarou que Ibama e ICMbio têm “muitas travas ideológicas”

24 out 2026 - 00h57
(atualizado às 02h03)
Flávio Bolsonaro diz que pode adotar ideias do adversário
Flávio Bolsonaro diz que pode adotar ideias do adversário
Foto: Reprodução/TV Globo

O candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL) classificou o debate presidencial com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na TV Globo, como saudável. Após o embate, o filho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou à jornalista Renata Lo Prete que poderá adotar ideias e políticas já inclusas no governo adversário. 

"O debate aqui hoje foi muito saudável. Todos puderam ver a diferença entre as propostas do futuro comigo e do passado com eles. O Brasil do futuro não vai ser o passado, é assim que eu vou governar, olhando para frente e se tiver políticas públicas que são boas, que não são propriamente de origem do nosso lado e foram do lado de lá, não tem problema nenhum. Eu vou fazer sempre o que for melhor para você cidadão brasileiro”, declarou. 

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Lo Prete, então, questionou se dentro dessas políticas públicas também estão inclusas às de proteção ao meio ambiente adotadas pelo atual governo. Nesse momento, Flávio se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal até 2029 e fala até em usar as Forças Armadas na Amazônia.  

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"Essa questão às vezes é muito mais criminal do que ambiental. E as Forças Armadas vão trabalhar no combate aos crimes na Amazônia, por exemplo. A aeronáutica vai ser equipada, aparelhada com tecnologia para fazer sobrevoos para poder fiscalizar, as polícias vão ser acionadas para prender aquelas pessoas que estão fazendo desmatamento ilegal e é assim que a gente vai combater a impunidade nesse setor”, afirmou.

Em seguida, a jornalista perguntou se o senador manterá a fiscalização feita pelo Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), mas Flávio alega que os órgãos têm “muitas travas ideológicas” e que vão precisar “respeitar as leis”. 

 “Vão parar de perseguir, por exemplo, quem mora lá no Pará e que o Ibama está tomando propriedade deles na mão grande. Pessoas que foram estimuladas a irem lá para o Pará, na região de Altamira, todos os municípios que cortam ali a Transamazônica", alegou. “Eles são responsáveis, mas infelizmente não estão sendo efetivos”, finalizou.

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Fonte: Portal Terra
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