O candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL) classificou o debate presidencial com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na TV Globo, como saudável. Após o embate, o filho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou à jornalista Renata Lo Prete que poderá adotar ideias e políticas já inclusas no governo adversário.
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"O debate aqui hoje foi muito saudável. Todos puderam ver a diferença entre as propostas do futuro comigo e do passado com eles. O Brasil do futuro não vai ser o passado, é assim que eu vou governar, olhando para frente e se tiver políticas públicas que são boas, que não são propriamente de origem do nosso lado e foram do lado de lá, não tem problema nenhum. Eu vou fazer sempre o que for melhor para você cidadão brasileiro”, declarou.
Lo Prete, então, questionou se dentro dessas políticas públicas também estão inclusas às de proteção ao meio ambiente adotadas pelo atual governo. Nesse momento, Flávio se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal até 2029 e fala até em usar as Forças Armadas na Amazônia.
"Essa questão às vezes é muito mais criminal do que ambiental. E as Forças Armadas vão trabalhar no combate aos crimes na Amazônia, por exemplo. A aeronáutica vai ser equipada, aparelhada com tecnologia para fazer sobrevoos para poder fiscalizar, as polícias vão ser acionadas para prender aquelas pessoas que estão fazendo desmatamento ilegal e é assim que a gente vai combater a impunidade nesse setor”, afirmou.
Em seguida, a jornalista perguntou se o senador manterá a fiscalização feita pelo Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), mas Flávio alega que os órgãos têm “muitas travas ideológicas” e que vão precisar “respeitar as leis”.
“Vão parar de perseguir, por exemplo, quem mora lá no Pará e que o Ibama está tomando propriedade deles na mão grande. Pessoas que foram estimuladas a irem lá para o Pará, na região de Altamira, todos os municípios que cortam ali a Transamazônica", alegou. “Eles são responsáveis, mas infelizmente não estão sendo efetivos”, finalizou.