Os candidatos à presidência de 2026 apresentam propostas diversas para o Bolsa Família, indo desde manutenção e aprimoramento do programa até a criação de novas iniciativas que incentivem a inclusão no mercado de trabalho e reavaliem os critérios de benefício.
Os planos de governo protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 apresentam diretrizes divergentes para o Bolsa Família, contemplando propostas de continuidade, revisão de cadastros, incentivos à formalização profissional e avaliações orçamentárias.
As diretrizes constam nos programas de campanha registrados oficialmente na Justiça Eleitoral pelos partidos e coligações para o mandato presidencial de 2027 a 2030.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Na proposta de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato destaca a recriação e ampliação do Bolsa Família em seu mandato atual e projeta a meta de manter, aperfeiçoar e expandir as políticas de proteção social voltadas à população de baixa renda.
Nesta quinta-feira (17), Lula anunciou um reajuste de 15% para os benefícios pagos pelo programa, o que significa que o piso do Bolsa Família subirá de R$ 600 para R$ 691.
Flávio Bolsonaro (PL)
Em seu plano de governo, Flávio Bolsonaro (PL) diz que irá "manter os programas sociais existentes, com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate às fraudes", mas não chega a mencionar o programa Bolsa Família.
Em um evento de agenda da campanha, em agosto, Bolsonaro afirmou que manterá o funcionamento do Bolsa Família.
Augusto Cury (Avante)
Na proposta de governo de Augusto Cury (Avante), o candidato prevê a manutenção temporária dos repasses para beneficiários que assinarem carteira de trabalho ou abrirem microempresas, com oferta de incentivos financeiros e juros reduzidos para empreendedores.
"Toda família beneficiada com Bolsa Família não será punida se assinar a carteira ou se abrir uma microempresa, por determinado tempo. Ao contrário, serão premiados, com incentivos e juros mais baixos", afirma ele em seu plano.
Ronaldo Caiado (PSD)
O programa de governo de Ronaldo Caiado (PSD) não menciona o Bolsa Família. Em um evento realizado em agosto, porém, o candidato disse que, caso seja eleito, o manterá em funcionamento.
"O Bolsa Família sempre será mantido. Isso não é política de candidato à Presidência da República, é política de Estado. Ele será eternamente mantido para as pessoas que têm a condição de pobreza, extrema pobreza", afirmou Caiado.
Renan Santos (Missão)
Em sua proposta de governo, Renan Santos (Missão) defende a substituição do Bolsa Família por "um programa de Frentes Cidadãs que incentive a inserção dos beneficiários ao mercado formal de trabalho".
Nesta quinta (17), ele criticou o recém-reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula. Disse que é contra os aumentos que considera "absurdos" em benefícios. "Só vai receber bolsa família quem precisa, estritamente. Quem pode trabalhar, vai trabalhar e eu vou criar frente de trabalho. É isso que brasileiro sério faz. Eu respeito quem paga a conta", disse.
Romeu Zema (Novo)
Em seu plano de governo, Romeu Zema (Novo) propõe "impedir que adultos saudáveis permaneçam no Bolsa Família se recusarem trabalho ou não estiverem cursando EJA ou cursos profissionalizantes"; "premiar as famílias que conseguirem deixar a dependência dos programas sociais"; e "unificar os programas federais que atendem os mesmos públicos no Bolsa Família".
Hertz Dias (PSTU)
Em sua proposta de governo, Hertz Dias (PSTU) critica o formato atual do Bolsa Família, classificando o benefício como "insuficiente" frente às condições de exploração e às jornadas enfrentadas pela classe trabalhadora.
Rui Costa Pimenta (PCO)
Em sua proposta de governo, Rui Costa Pimenta (PCO) prevê a continuidade do Bolsa Família, propondo um reajuste "de pelo menos um salário mínimo, enquanto durar a situação de caos atual".
Leonardo Avalanche (PRTB)
Em sua proposta de governo, Leonardo Avalanche prevê a continuidade do Bolsa Família, mas não dá detalhes.
Demais candidatos à presidência
Os registros das candidaturas de Samara (UP), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi (Democrata) não apresentam menções específicas ao programa nos trechos levantados na base do TSE.