Eduarda Campopiano (PL), candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no último domingo, 4, proferiu ataques transfóbicos à deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL-SP) horas após o primeiro turno da eleição.
Em publicação no X, Eduarda, que é vereadora em Praia Grande, no litoral de São Paulo, mencionou a deputada em uma publicação, questionando e negando sua identidade de gênero.
Oi @ErikakHilton Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs
— Eduarda Campopiano (@DudaCampopiano) October 5, 2026
A jovem de 23 anos foi eleita para a Alesp com 1.956.238 votos no último domingo. Ela se apresenta nas redes sociais como "a maior inimiga das feministas de São Paulo" e possui ligação política com Lucas Pavanato (PL).
Até o momento desta publicação, Erika ainda não havia se manifestado sobre os ataques transfóbicos. O Terra entrou em contato com a assessoria da parlamentar e aguarda retorno.
Erika entrou para a história após ser reeleita como deputada federal com 1.596.472 votos, tornando-se a mulher mais votada do Brasil para o cargo. Ela também foi a segunda deputada mais votada de São Paulo.
Em 2022, a parlamentar foi eleita deputada federal depois de uma trajetória como vereadora do município paulista, integrando a Bancada Ativista na Alesp.
O ataque de Eduarda momentos depois de Erika ter sido ameaçada de morte via e-mail na manhã de domingo. De acordo com a assessoria da deputada, o autor da mensagem afirmou ter acesso a informações pessoais e ao endereço dela.
Um dos trechos da mensagem dizia: "Eu sei tudo sobre você, eu vou te matar em breve". A deputada registrou um boletim de ocorrência e adiou sua ida ao local de votação. Por volta das 16h35, ela se dirigiu ao colégio eleitoral para votar acompanha de sua equipe de segurança.