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Bancada trans cresce nas eleições 2026; veja quem foi eleito

Sete pessoas trans e travestis foram eleitas para as Assembleias Legislativas e três conquistaram vagas na Câmara dos Deputados

5 out 2026 - 18h56
(atualizado às 19h32)
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Erika Hilton, Thammy Miranda e Duda Salabert
Erika Hilton, Thammy Miranda e Duda Salabert
Foto: Reprodução

As eleições do último domingo, 4, ampliaram a presença de pessoas trans e travestis nas bancadas estaduais e federais do Brasil. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao todo, foram 107 candidaturas de pessoas transgênero registradas nas eleições deste ano.

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Com o resultado do primeiro turno de domingo, foram eleitas as deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG) e Thabatta Pimenta (PV-RN).

Na esfera estadual, venceram o pleito as candidatas Linda Brasil (PSOL-SE), Dani Balbi (PCdoB-RJ), Natasha Ferreira (PT-RS) e Sofia Favero (PSOL-SP), além do deputado estadual Thammy Miranda (PSD-SP). 

Erika Hilton foi a segunda deputada mais votada de São Paulo, com 1.596.472 votos que garantiram sua reeleição. Duda Salabert, também reeleita, conquistou mais de 229 mil votos, tornando-se a terceira mais votada em Minas Gerais.

Já Thabatta Pimenta foi eleita para seu primeiro mandato como deputada federal, ampliando a bancada trans na Câmara dos Deputados em Brasília. Ela tornou-se a 1ª deputada federal trans da região Nordeste, com 92.473 votos.

Natasha Ferreira e Sofia Favero também conquistaram seus primeiros mandatos no legislativo, enquanto Linda Brasil e Dani Balbi foram reeleitas na esfera estadual.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) parabenizou todas as candidaturas trans e travestis nas eleições deste ano.

"Para a ANTRA, acompanhar, monitorar e dar visibilidade às candidaturas trans e travestis não é apenas produzir números. É registrar nossa participação política, enfrentar o apagamento e compreender os avanços e as barreiras que atravessam a presença de pessoas trans e travestis nos espaços de poder", disse.

A associação afirmou que cada candidatura representa a ocupação de espaços historicamente negados à população transgênero.

"Esse trabalho de monitoramento é fundamental para que nossa comunidade seja reconhecida como parte ativa da democracia brasileira e para que possamos acompanhar, também, os caminhos percorridos por essas candidaturas ao longo dos mandatos", acrescentou. 

Fonte: Portal Terra
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