Oferecimento

Pai presta queixa contra escola de Santos após filho com TEA cortar braço e levar 13 pontos

Escola diz que menino foi em direção à janela 'em episódio repentino de desregulação'

2 jul 2026 - 11h28
(atualizado às 11h32)
Criança levou 13 pontos no braço após incidente
Criança levou 13 pontos no braço após incidente
Foto: Montagem: Reprodução e Google Street View

O professor de Jiu-Jitsu Roberto da França, conhecido como Beto Pernalonga, denunciou que o filho foi vítima de lesão corporal enquanto estava na escola. O caso aconteceu na última sexta-feira, 26, na Escola Municipal Doutor Dino Bueno, em Santos, no litoral paulista. 

Segundo o relato do pai, o menino de 7 anos é diagnosticado com Transtorno de Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte (substancial). Na tarde de sexta, a escola teria entrando em contato afirmando que a criança teria se lesionado. Ao chegar no local, Beto conta que encontrou o filho com um ferimento enorme no braço.

Publicidade

"O Samu já tinha sido acionado pela escola, no qual meu filho e eu nos dirigimos ao Hospital Ana Costa sem nenhum acompanhamento da unidade de ensino. E chegando lá no Ana Costa, foi necessário 13 pontos no braço do Lorenzo. E, pasmem, isso aconteceu com três profissionais na sala de aula", diz o pai, em vídeo gravado nas redes sociais.

Beto complementa que compartilhou o caso para que situações como essa não voltem a ocorrer. "Isso é inadmissível, inconcebível", afirma. 

A Secretaria de Educação de Santos (Seduc) confirmou o ocorrido em nota ao Terra. De acordo com a pasta, o menino estava na sala de aula com a professora regente, acompanhado pela PAEI (Profissional de Apoio Educacional Inclusivo) e também pela profissional de uma clínica que o acompanha, e "em um episódio repentino de desregulação", foi em direção à janela.

"As profissionais fizeram intervenção evitando que o aluno se machucasse na cabeça, mas não conseguiram impedir que ele desferisse um soco no vidro da janela, que ocasionou a lesão no braço", diz a secretaria. 

Publicidade

"A equipe da escola tomou todas as providências cabíveis, prestando os primeiros socorros, chamando o socorro médico e ligando para os familiares para informar sobre a ocorrência. O genitor chegou à unidade antes do Samu e do resgate do Corpo de Bombeiros que também foi acionado", continua a nota.  

"Quando a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros fez o deslocamento até o Pronto Socorro, o pai acompanhou o filho na viatura, conforme protocolo de atendimento de emergência. Importante destacar que a Supervisão de Ensino e a Equipe Gestora da unidade estão acompanhando o caso", complementa o texto. 

O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Defesa da Mulher de Santos.

Fonte: Portal Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se