O professor de Jiu-Jitsu Roberto da França, conhecido como Beto Pernalonga, denunciou que o filho foi vítima de lesão corporal enquanto estava na escola. O caso aconteceu na última sexta-feira, 26, na Escola Municipal Doutor Dino Bueno, em Santos, no litoral paulista.
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Segundo o relato do pai, o menino de 7 anos é diagnosticado com Transtorno de Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte (substancial). Na tarde de sexta, a escola teria entrando em contato afirmando que a criança teria se lesionado. Ao chegar no local, Beto conta que encontrou o filho com um ferimento enorme no braço.
"O Samu já tinha sido acionado pela escola, no qual meu filho e eu nos dirigimos ao Hospital Ana Costa sem nenhum acompanhamento da unidade de ensino. E chegando lá no Ana Costa, foi necessário 13 pontos no braço do Lorenzo. E, pasmem, isso aconteceu com três profissionais na sala de aula", diz o pai, em vídeo gravado nas redes sociais.
Beto complementa que compartilhou o caso para que situações como essa não voltem a ocorrer. "Isso é inadmissível, inconcebível", afirma.
A Secretaria de Educação de Santos (Seduc) confirmou o ocorrido em nota ao Terra. De acordo com a pasta, o menino estava na sala de aula com a professora regente, acompanhado pela PAEI (Profissional de Apoio Educacional Inclusivo) e também pela profissional de uma clínica que o acompanha, e "em um episódio repentino de desregulação", foi em direção à janela.
"As profissionais fizeram intervenção evitando que o aluno se machucasse na cabeça, mas não conseguiram impedir que ele desferisse um soco no vidro da janela, que ocasionou a lesão no braço", diz a secretaria.
"A equipe da escola tomou todas as providências cabíveis, prestando os primeiros socorros, chamando o socorro médico e ligando para os familiares para informar sobre a ocorrência. O genitor chegou à unidade antes do Samu e do resgate do Corpo de Bombeiros que também foi acionado", continua a nota.
"Quando a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros fez o deslocamento até o Pronto Socorro, o pai acompanhou o filho na viatura, conforme protocolo de atendimento de emergência. Importante destacar que a Supervisão de Ensino e a Equipe Gestora da unidade estão acompanhando o caso", complementa o texto.
O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Defesa da Mulher de Santos.