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Mudanças constantes de fuso horário, como acontece com os filhos de Virginia, atrapalham na escola?

A influenciadora digital e o ex-marido, Zé Felipe, deixaram os filhos por um longo período longe das aulas por conta de viagens

9 abr 2026 - 04h57
Virginia Fonseca com as filhas, Maria Flor e Maria Alice
Virginia Fonseca com as filhas, Maria Flor e Maria Alice
Foto: Reprodução/Instagram

Virginia Fonseca embarcou de volta para o Brasil na última quarta-feira, 8, com os filhos após uma temporada nos Estados Unidos e na Espanha. Ao retornar a Goiânia, a primogênita da influenciadora e de Zé Felipe, Maria Alice, de 4 anos, deve retornar à escola — que recebeu uma notificação do Conselho Tutelar por conta das faltas da menina.  Além das longas distâncias percorridas, a diferença de fuso horário entre Madri e o Brasil, que pode chegar a cinco horas, levanta preocupações sobre os efeitos na rotina das crianças.  Mas o excesso de viagens e essas mudanças bruscas de horário podem ser prejudiciais ao aprendizado infantil?

Miguel Bunge, psicólogo especializado na infância e adolescência, explica em entrevista ao Terra que muitas mudanças de fuso horário podem impactar especialmente crianças pequenas, como é o caso dos filhos de Virginia e Zé Felipe, pois "o organismo infantil ainda está em desenvolvimento e é sensível a alterações no ritmo circadiano", nome do relógio biológico que regula o sono, metabolismo, hormônios e outras funções corporais.

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"Essas mudanças podem gerar irritabilidade, alterações no sono, cansaço durante o dia e mudanças no apetite, embora esses efeitos costumem ser temporários e variem conforme a frequência das viagens e a rotina mantida", diz.

O psicólogo aponta algumas medidas que podem amenizar esses impactos negativos nas crianças, como manter uma rotina previsível, com rituais para dormir e alimentação regular. Após a volta da viagem, também é recomendável a exposição à luz natural, a manutenção de uma rotina consistente e o respeito aos sinais de cansaço da criança, atitudes que podem ajudar na readaptação.

No caso das filhas de Virginia, as principais preocupações levantadas envolvem o nível de aprendizagem das meninas. Segundo o psicólogo, o fuso horário não prejudica a educação de forma direta, mas pode afetar o aprendizado de maneira indireta. Isso acontece porque as mudanças de horário interferem na qualidade do sono e na disposição da criança, deixando-a mais cansada, com menor capacidade de concentração, menos tolerância à frustração e pouco engajamento nas atividades.

O especialista destaca, porém, que esses efeitos tendem a ser temporários e costumam desaparecer assim que uma rotina regular é restabelecida.

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Miguel Bunge também analisa que, para as crianças se adaptarem à vida escolar, elas precisam de uma rotina com previsibilidade e repetição para poderem se sentir seguras no colégio e lidar melhor com a ida à escola. Quando uma criança fica um tempo longe das aulas, como aconteceu com Maria Alice, "o retorno pode vir acompanhado de estranhamento, ansiedade ou resistência, especialmente se a criança ainda estiver em fase inicial de adaptação."

No caso da adaptação escolar, o psicólogo também pontua que o processo fica mais fácil quando os responsáveis oferecem segurança emocional e consistência, sempre prestando atenção nos sentimentos da criança e mantendo uma comunicação próxima com a escola.

"Evitar despedidas prolongadas e reforçar experiências positivas no ambiente escolar contribui para a construção de vínculos e torna o processo mais tranquilo, respeitando o tempo individual de cada criança", aconselha Bunge.

Fonte: Portal Terra
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