A aprovação da IA caiu entre os profissionais após não cumprir as promessas de otimizar a rotina. Segundo estudo da Gallup e da Universidade Bentley, 39% dos trabalhadores norte-americanos avaliam que a tecnologia traz mais prejuízos do que benefícios, contra apenas 9% que enxergam impactos positivos. O ceticismo cresce conforme o uso aumenta, sendo ainda mais expressivo na Geração Z, na qual 47% dos jovens relatam que a inteligência artificial tem complicado suas jornadas de trabalho.
Há alguns anos, a inteligência artificial despontava como a grande salvação do trabalho moderno. Diversos especialistas e gurus da tecnologia garantiram que sua implementação nos afastaria das tarefas mais repetitivas, nos devolveria horas livres para a vida "normal" e se tornaria uma ferramenta fundamental para proteger os postos de trabalho. Confiando nessa promessa e esperando uma mudança significativa no dia a dia, milhões de profissionais modificaram sua maneira de trabalhar.
Mas a IA não se mostrou à altura. Até o momento, a tecnologia não cumpriu as expectativas geradas. Um estudo da Gallup em parceria com a Universidade Bentley expõe uma tendência bastante dura: quanto mais os trabalhadores usam inteligência artificial, menos convencidos ficam de sua verdadeira relevância.
Do otimismo à decepção
Segundo o estudo, 39% dos trabalhadores entrevistados nos EUA já consideram que a IA causa mais danos do que benefícios, um aumento significativo em relação aos 31% que compartilhavam dessa opinião no ano passado. Em contrapartida, apenas 9% consideram que ela tem um impacto realmente positivo em sua jornada de trabalho, número que caiu dos 12% registrados doze meses antes.
Entre os jovens de 18 a 29 anos, a mudança de postura é ainda mais forte. Praticamente metade (47%) da Geração Z considera que a IA apenas complica sua jornada de trabalho, o que representa um aumento de 11 pontos em relação ao ano anterior. O paradoxo é evidente: esse grupo não apenas é o que mais interage...
Matérias relacionadas