Drone russo mata criança de 4 anos e avós em ataque a Kiev

Sete pessoas ficaram feridas; Ucrânia, por sua vez, atacou refinarias de petróleo na Rússia

8 ago 2026 - 10h15
(atualizado às 10h44)
Segundo autoridades ucranianas, Rússia lançou seis mísseis balísticos e 151 drones contra o país durante a madrugada
Segundo autoridades ucranianas, Rússia lançou seis mísseis balísticos e 151 drones contra o país durante a madrugada
Foto: DW / Deutsche Welle

Drones enviados pela Rússia mataram um menino de três anos e os avós dele em uma vila na região de Kiev, e outra pessoa morreu durante um ataque balístico ocorrido durante essa madrugada de sábado (08/08) na capital da Ucrânia, informou o presidente Volodimir Zelenski. Cerca de sete pessoas ficaram feridas.

Segundo informações da força aérea ucraniana, a Rússia lançou seis mísseis balísticos e 151 drones contra o país durante os ataques. Kiev também informou que a Ucrânia atingiu refinarias de petróleo russas de Ilski e Sizran em uma ofensiva também durante a madrugada, provocando incêndios nas duas instalações.

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As autoridades locais também informaram que cinco pessoas ficaram feridas na região de Krasnodar, no sul da Rússia, após um ataque com drones ucranianos.

Ofensiva russa na capital da Ucrânia

Na periferia nordeste de Kiev, os ataques russos causaram três mortos, incluindo uma criança de 4 anos, bem como três feridos na aldeia de Pukhivka, segundo os serviços de resgate. Na própria capital, foram contabilizados quatro feridos pela autoridade militar, enquanto os serviços de resgate relataram incêndios em dois bairros.

No seu relatório diário, a força aérea da Ucrânia informou ter abatido ou interceptado 135 dos 151 drones lançados pela Rússia durante a madrugada. O ataque também envolveu seis mísseis balísticos e outros mísseis guiados.

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Na quarta-feira, pelo menos 17 pessoas tinham sido mortas em ataques noturnos russos sobre Kiev e a região. Na ocasião, a defesa antiaérea ucraniana não conseguiu abater nenhum míssil russo, o que Zelenski atribuiu à falta de mísseis antiaéreos Patriot.

No final de julho, o líder da Ucrânia esteve em Washington para uma reunião com Donald Trump, numa tentativa de conseguir mísseis Patriot, os únicos capazes de interceptar mísseis russos de tecnologia mais avançada.

Segundo o jornal Financial Times, Trump recusou o pedido devido à escassez dos Patriot americanos devido à guerra contra o Irã, iniciada por Estados Unidos e Israel no final de fevereiro. Na semana passada, a agência de notícias Reuters afirmou que o conflito no Oriente Médio "praticamente esgotou" o estoque de mísseis de alta precisão do Pentágono.

Zelenski vai à Sérvia em busca de apoio

O presidente ucraniano, que tem realizado viagens ao exterior para consolidar o apoio internacional ao país, chegou na sexta-feira à noite à Sérvia, aliada tradicional de Moscou desde a invasão de 2022. Neste sábado, Zelenski se reúne com o homólogo sérvio, Aleksandar Vucic, para discutir economia e "questões de segurança".

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Historicamente, a Sérvia tem mantido relações próximas com a Rússia. Vucic, por sua vez, se recusou várias vezes a impor sanções a Moscou, o que irritou a União Europeia e atrasou o processo de adesão de Belgrado ao bloco.

Apesar da dependência de energia russa, a Sérvia também forneceu ajuda não militar à Ucrânia. O Kremlin acusou empresas sérvias de vender munições à Ucrânia, o que Vucic negou.

O presidente sérvio viajou à Ucrânia para uma cúpula regional em 2025 e retornou ao país este ano. Apesar de ter prometido ajuda a Kiev, ele se absteve de assinar uma declaração formal de apoio ao país na guerra.

fcl (dw, ap, lusa, reuters)

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