Discord tem transmissões ao vivo suspensas no Brasil; entenda a decisão

Decisão preventiva dá três dias para a plataforma interromper o recurso e exige medidas efetivas de segurança para crianças e adolescentes

12 ago 2026 - 15h34

A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) determinou a suspensão das transmissões ao vivo do Discord em todo o território brasileiro. A medida preventiva, anunciada nesta quarta-feira (12), não bloqueia o app por completo. Limita, exclusivamente, a transmissão em tempo real.

Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame
Discord é uma plataforma de mensagens popular entre os jovens e jogadores de videogame
Foto: Reprodução internet / Perfil Brasil

Diante desse cenário, o órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública estabeleceu o prazo de três dias úteis para o cumprimento da ordem. A restrição do Discord continuará em vigor até a empresa comprovar a adoção de mecanismos efetivos de proteção para crianças e adolescentes.

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A ação integra um processo de fiscalização instaurado pela autoridade reguladora. Representantes da empresa se reuniram com integrantes do governo no início da semana, mas os argumentos apresentados não evitaram a cautelar. Segundo a agência, o Discord falha ao não monitorar as transmissões em tempo real, dependendo de sistemas automatizados e denúncias de usuários.

Plataforma Discord contesta alegações e afirma cooperar com as autoridades

Nesse sentido, a empresa se manifestou por meio de nota oficial para esclarecer seu posicionamento:

"A caracterização do Discord feita pela ANPD não reflete a plataforma que construímos nem os investimentos que temos feito na segurança dos usuários. O Discord não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência. Investigamos rapidamente e removemos o servidor privado, acessível somente por convite, envolvido no caso pouco depois de sua criação, e seguimos cooperando com as autoridades policiais na investigação."

Em vista disso, integrantes da agência destacam que o monitoramento do serviço ocorria desde o ano passado, fundamentado em análises técnicas sobre violações de direitos. Por analogia a outras medidas regulatórias no ambiente digital, a fiscalização busca mitigar os riscos de exposição de menores a conteúdos impróprios.

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