Criança morre soterrada em deslizamento e empresário é apontado como culpado

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava a trágica morte de uma menina em um deslizamento e apontou um culpado; veja quem

30 jul 2025 - 17h28
Criança morre soterrada em deslizamento e empresário é apontado como culpado
Criança morre soterrada em deslizamento e empresário é apontado como culpado
Foto: reprodução/ Luci Sallum/PrefeituraContagem / Contigo

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigava a trágica morte de uma menina de apenas 7 anos, ocorrida em 24 de janeiro de 2020, quando um deslizamento de terra atingiu a casa onde ela estava, no bairro Jardim Marrocos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Como tudo aconteceu?

Após uma apuração minuciosa conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia Civil da cidade, foi identificado como responsável pelo incidente um empresário de 67 anos, proprietário do terreno localizado logo acima da residência afetada. Ele foi indiciado por homicídio culposo, que ocorre quando não há intenção de matar, mas o ato resulta de negligência, imprudência ou imperícia.

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De acordo com os investigadores, o empresário realizava atividades de risco no local sem qualquer medida preventiva ou autorização dos órgãos competentes. No terreno de sua propriedade, ele acumulava entulhos e sucatas em um barranco que ficava acima de diversas moradias. A prática, além de perigosa, era considerada irregular.

Análises e relatos

Relatos de vizinhos e análises técnicas feitas pela Defesa Civil foram essenciais para a conclusão do caso. Ficou evidenciado que o deslizamento não teve como causa direta a erosão provocada pelas chuvas, como se suspeitou inicialmente, mas sim o acúmulo irregular de materiais descartados no barranco ao longo do tempo. Além da perda irreparável da criança, outras pessoas também ficaram feridas no acidente.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Cunha, explicou a gravidade da situação: "Além da precariedade das atividades exercidas, com os materiais sendo dispensados de forma imprudente e negligente, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes, o resultado apurado era previsível, sobretudo os danos às moradias que estavam abaixo do terreno e eventual morte de seus moradores", afirmou.

Inquérito concluído

Agora, com o inquérito concluído e o indiciamento oficializado, o caso será encaminhado à Justiça, que deverá avaliar a denúncia e decidir se o empresário responderá judicialmente pela morte da menina. O episódio levanta, mais uma vez, a importância da fiscalização e da responsabilidade civil em áreas urbanas com risco geológico.

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