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Reino Unido confirma transmissão local da varíola dos macacos

Doença foi registrada em países europeus e também nos EUA, Canadá e Austrália; Geralmente leve, ela é caracterizada por sintomas de febre, bem como por erupções cutâneas

22 mai 2022 10h42
| atualizado às 12h34
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LONDRES - O Reino Unido confirma que as infecções diárias de varíola dos macacos que continuam surgindo - até o momento - não estão relacionadas a nenhuma viagem à África Ocidental, onde a doença é endêmica, disse neste domingo, 22, uma funcionária da agência britânica de segurança sanitária. Ou seja, os casos já estão sendo considerados de transmissão local. As notificações mais recentes, juntamente com relatos de países da Europa, reforçaram a preocupação inicial de que o vírus esteja se espalhando de forma comunitária.

"Estamos encontrando casos que não têm contato identificado com um indivíduo da África Ocidental, que é o que vimos anteriormente neste país", disse a consultora médica-chefe da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), Susan Hopkins. "Estamos detectando mais casos diariamente", acrescentou Susan, durante entrevista à BBC.

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Segundo a UKHSA, os novos números serão divulgados nesta segunda-feira, 23, tendo registrado 20 casos na sexta-feira, 20.

A varíola dos macacos foi confirmada, até o momento, em 92 pacientes em ao menos 12 países, segundo balanço da OMS divulgado no sábado, 21. Foi identificada em nove países europeus - Reino Unido, Espanha, Portugal, Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Suécia-, além de Estados Unidos, Canadá e Austrália. Outros 50 casos permanecem sob investigação.

Dois países que não estão na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) - Israel e Suíça - relataram seus primeiros casos confirmados neste sábado.

No Brasil não há casos, mas na sexta-feira, a Alemanha notificou o primeiro caso da varíola dos macacos, em um paciente brasileiro de 26 anos. Ele passou por Portugal e Espanha antes de chegar ao país, onde visitou as cidades de Düsseldorf e Frankfurt antes de chegar a Munique, onde esteve cerca de uma semana antes de ser diagnosticado com a doença.

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Hopkins se recusou a confirmar relatos de que uma pessoa estava em terapia intensiva, mas disse que o surto estava concentrado em áreas urbanas, entre homens gays ou bissexuais.

Em vários países, muitos casos confirmados ocorreram em homens jovens que fizeram sexo com outros homens. Embora o contato sexual possa desempenhar um papel, a varíola dos macacos não é uma doença sexualmente transmissível. Alguns casos foram causados pela exposição a um membro da família com varíola dos macacos, e as autoridades ainda estão investigando como cada pessoa infectada contraiu o vírus.

Na última sexta-feira, uma sauna em Madri, na Espanha, foi fechada pelas autoridades sanitárias, como medida preventiva após a suspeita de casos da doença entre os homens que frequentam o estabelecimento.

"O risco para a população em geral ainda é extremamente baixo no momento, e acho que as pessoas precisam estar vigilantes", disse ela, acrescentando que, para a maioria dos adultos, os sintomas geralmente são leves.

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O primeiro caso europeu foi confirmado em 7 de maio em um indivíduo que retornou à Inglaterra da Nigéria, onde a varíola dos macacos é endêmica. Desde então, países da Europa, assim como Estados Unidos, Canadá e Austrália, confirmaram casos.

Pela vacinação contra a varíola comum ter se mostrado protetora contra a varíola dos macacos, no Reino Unido, a imunização está sendo oferecida a alguns profissionais de saúde e outros que podem ter sido expostos ao vírus.

Transmissão

Identificada pela primeira vez em macacos, a doença viral geralmente se espalha por contato próximo e ocorre principalmente na África Ocidental e Central. Raramente se espalhou para outros lugares, então essa nova onda de casos fora do continente causa preocupação. Existem duas cepas principais: a cepa do Congo, que é mais grave, com até 10% de mortalidade, e a cepa da África Ocidental, que tem uma taxa de mortalidade de cerca de 1%.

O vírus pode ser transmitido através do contato com lesões na pele e gotículas de uma pessoa contaminada, bem como através de objetos compartilhados, como roupas de cama e toalhas. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias.

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Sintomas

Os sintomas se assemelham, em menor grau, aos observados no passado em indivíduos com varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas durante os primeiros cinco dias. Erupções cutâneas (na face, palmas das mãos, solas dos pés), lesões, pústulas e, finalmente, crostas também aparecem. Segundo a OMS, os sintomas da doença duram de 14 a 21 dias.

Prevenção

Segundo o Instituto Butantan, entre as medidas de proteção, autoridades orientam que residentes e viajantes de países endêmicos evitem o contato com animais doentes (vivos ou mortos) que possam abrigar o vírus da varíola dos macacos (roedores, marsupiais e primatas) e devem se abster de comer ou manusear caça selvagem.

Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel são importantes ferramentas para evitar a exposição ao vírus, além de evitar contato com pessoas infectadas e usar objetos de pessoas contaminadas e com lesões na pele.

Na sexta-feira, a OMS anunciou que está trabalhando em estreita colaboração com países onde foram relatados casos da doença viral. Até sexta-feira, eram 80 casos confirmados, além de outros 50 casos pendentes de investigação. / Com informações da AFP,EFE, BBC e Dow Jones Newswires

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