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Randolfe: CPI pedirá banimento de Bolsonaro de redes sociais

"Incluiremos, no relatório da CPI, a fala mentirosa e absurda de Bolsonaro associando a vacina contra a covid-19 à Aids", disse ainda

25 out 2021 13h24
| atualizado às 13h37
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18/07/2021 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

O vice-presidente da CPI da Covid do Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou nesta segunda-feira (25) que o colegiado vai pedir o banimento do presidente Jair Bolsonaro das redes sociais, após chamá-lo de "delinquente contumaz", citando declarações do chefe do Executivo que associou falsamente vacina contra covid-19 com a Aids.

"Temos um delinquente contumaz na Presidência da República! Informo que incluiremos, no relatório da CPI, a fala mentirosa e absurda de Bolsonaro associando a vacina contra a covid-19 à Aids", disse Randolfe em postagem no Twitter.

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"Além disso, encaminharemos ofício ao Ministro Alexandre de Moraes, pedindo que Bolsonaro seja investigado por esse absurdo no âmbito do inquérito das fake news e recomendaremos às plataformas de redes sociais a suspensão e/ou o banimento do presidente", emendou.

Procurada, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência não respondeu de imediato ao pedido de comentário.

O Facebook anunciou no domingo ter removido das suas plataformas um vídeo em que o presidente fez uma falsa ligação em sua tradicional live das quintas-feiras de que vacinas contra covid poderiam estar ligadas ao desenvolvimento da Aids.

O presidente seguiu nesta segunda repetindo, de maneira errada, sobre esse suposto vínculo, em resposta a pessoas na rede social e numa entrevista.

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Na quinta-feira, em sua live, segurando um jornal, sem identificá-lo, Bolsonaro mencionou como fonte um suposto estudo no Reino Unido, mas também sem dar detalhes sobre o estudo.

Depois, passou a recorrer a uma reportagem da revista Exame, no que foi desmentido pela publicação.

"Agora, dois dias antes da minha live, ou melhor, na segunda-feira, a revista Exame fez uma matéria sobre vacina e aids. Eu repeti essa matéria na minha live e dois dias depois a revista Exame fez um fake news. Foi a própria Exame que falou da relação de HIV com vacina, eu apenas falei sobre a matéria. A gente vive com isso o tempo todo", disse na entrevista desta segunda.

Contudo, entre outros erros, a reportagem da Exame citada é do ano passado e no título da matéria tem um ponto de interrogação indicando um questionamento e não uma conclusão, que foi omitido na postagem do presidente. Nenhuma das vacinas autorizadas no Brasil usam a tecnologia descrita no artigo em questão.

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E no último ano, desde a publicação do artigo, não foram encontradas evidências de que de fato possa haver qualquer relação entre a vacina que usa tal tecnologia e uma suposta aceleração do desenvolvimento da Aids em que já era contaminado.

A CPI deve votar na terça-feira o relatório final apresentado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), que tem Bolsonaro como o principal acusado. Renan sugeriu o indiciamento do presidente por 10 crimes.

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