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Québec vai proibir não vacinados de comprar maconha e álcool

Província canadense também pretende cobrar impostos de adultos que se recusarem a vacinar contra a covid-19

12 jan 2022 - 17h56
(atualizado às 18h49)
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O primeiro-ministro do Québec, François Legault, anunciou nesta terça-feira (11/01) que os residentes adultos que se recusarem a se vacinar contra a covid-19 deverão pagar uma "contribuição de saúde".

Além disso, a partir de 18 de janeiro as lojas de bebidas alcoólicas e maconha - que é legalizada para uso recreativo no país desde 2018 - também exigirão comprovante de imunização. Após o anúncio, a procura por vacinas aumentou 400% em apenas uma semana.  

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Legault disse que não se vacinar leva a consequências para o sistema de saúde e a maioria dos quebequenses não devem pagar por isso.

Ele afirmou que o imposto não será cobrado de quem não se imunizar por razões médicas. É a primeira vez que um governo estadual do Canadá anuncia uma penalidade financeira para pessoas que se recusam a se vacinar.

Procura por vacinas cresceu 400% após anúncio de exigência para aquisição de bebidas alcoólicas e maconha
Procura por vacinas cresceu 400% após anúncio de exigência para aquisição de bebidas alcoólicas e maconha
Foto: DW / Deutsche Welle

Legault disse que o valor do imposto ainda não foi decidido, mas será "significativo", não devendo ficar abaixo de 100 dólares canadenses (cerca de R$ 442).

Segundo Legault, cerca de 10% dos adultos do Québec não estão vacinados. No entanto, eles representam aproximadamente 50% dos pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

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"Aqueles que se recusarem a receber suas primeiras doses nas próximas semanas terão que pagar uma contribuição de saúde", disse Legault. "A maioria pede que haja consequências. É uma questão de justiça para os 90% da população que fizeram alguns sacrifícios. Devemos isso a eles", destacou.

Críticas da oposição

A fala de Legault provocou crítica de políticos. Eric Duhaime, chefe do partido de oposição conservador do Québec, disse que o imposto apenas "dividiria" os cidadãos. Já o chefe do partido liberal de Quebec, Dominique Anglade, que é a favor da vacinação obrigatória, chamou a taxa de "distração".

O Québec, cuja capital é Montreal, tem cerca de 8 milhões de habitantes e, atualmente, 2.742 pessoas hospitalizadas com covid-19, 255 delas em UTIs. As hospitalizações também continuam aumentando na província vizinha de Ontário, a mais populosa do Canadá, com 3.220 pessoas hospitalizadas e 477 em UTIs.

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Penalidades em outros países

Embora o Québec seja o primeiro lugar a instituir um imposto específico, a pressão sobre aqueles que permanecem não vacinados por opção está aumentando em todo o mundo.

A França é um dos muitos países que instituiu o chamado passaporte vacinal - e o presidente Emmanuel Macron disse que quer "irritar" os não vacinados.

Singapura anunciou que não cobrirá mais os custos do tratamento de covid-19 para aqueles que recusaram a vacina.

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Na Grécia, pessoas com mais de 60 anos têm até domingo para começar a se imunizar contra o coronavírus. Do contrário, serão multadas em 100 euros a cada mês que não forem vacinadas.

O ministro da Saúde da Áustria anunciou no mês passado que o governo planeja impor multas de até 3.600 euros às pessoas que desrespeitarem a exigência de vacina. A regra deve ser introduzida em fevereiro para todos os residentes maiores de 14 anos.

Na Itália, os moradores com mais de 50 anos que não se vacinarem poderão enfrentar multas de até 1.600 euros a partir de fevereiro.

 

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