Combustível sustentável da Fórmula 1 pode custar R$ 15 milhões por ano

11 mar 2026 - 08h24

Veloz e tecnológica, a Fórmula 1 busca mais um valor em sua categoria: a sustentabilidade. Na temporada de 2026, os carros utilizarão, pela primeira vez na história, um combustível 100% renovável. A medida busca reforçar o compromisso de se tornar "carbono zero" até 2030.

Novo combustível sustentável da Fórmula 1 custa milhões por ano
Novo combustível sustentável da Fórmula 1 custa milhões por ano
Foto: Joe Portlock/Getty Images / Perfil Brasil

Com o novo regulamento técnico da Fórmula 1, que prevê a maior mudança mecânica que já aconteceu nos 75 anos de competição, os combustíveis fósseis estão sendo eliminados e os monopostos reduzirão até 60% das emissões dos gases de efeito estufa.

Publicidade

No entanto, a nova composição, produzida de forma sintética a partir da captura de carbono, possui um preço elevado. Um litro do novo combustível sustentável da Fórmula 1 pode variar de US$ 170 a US$ 300 (equivalentes a R$ 895 a R$ 1580, na cotação atual).

Segundo o francês Jan Monchaux, diretor técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o preço alto seria um reflexo da qualidade e da inovação tecnológica que o combustível traz para a Fórmula 1, que cada vez mais busca reduzir seus impactos ambientais.

"Por ser um produto tão elaborado e produzido em pouca quantidade, o custo é alto. A Fórmula 1 é um laboratório, uma vitrine para as tecnologias que serão desenvolvidas para os carros de rua", disse o dirigente.

Cada monoposto da Fórmula 1 é equipado com um tanque com capacidade para 100 litros, o suficiente para completar qualquer prova do calendário atual da categoria. De forma que, para encher o tanque de qualquer carro da categoria, é possível gastar até US$ 30 mil (mais de R$ 150 mil). Como cada equipe é composta por dois pilotos, esse valor é dobrado.

Publicidade

A soma total envolvendo os 22 carros do grid atual pode chegar a US$ 660 mil (R$ 3,4 milhões). No final da temporada de 2026, os valores totais podem superar US$ 15,8 milhões (R$ 83,4 milhões).

Após um fim de semana na Austrália para abrir o campeonato de 2026, a Fórmula 1 segue para a China em sua segunda etapa do ano. O GP não terá transmissão na tv abeerta pela Globo, mas o público pode acompanhar a corrida por meio do Globoplay ou o Sportv3.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se