Às vezes, parece que a CBF gosta de fazer o Sul sofrer. Quando ela marca partidas às 19h30 ou 21h15 durante o outono e o inverno, ela demonstra um completo distanciamento da realidade de quem vai ao estádio. Ela precisa parar de maltratar a torcida e os atletas.
O torcedor de Grêmio e Inter conhece bem esse problema. Não basta enfrentar trânsito, deslocamento e toda a logística de um jogo; ainda é preciso encarar temperaturas congelantes em horários absurdos para quem trabalha no outro dia ou depende de transporte público. Neste domingo (10), por exemplo, o Grêmio enfrenta o Flamengo na Arena às 19h30 e a previsão é que as temperaturas fiquem abaixo de 10ºC.
E como dito, isso vale também para os próprios jogadores, submetidos a condições que claramente não favorecem o espetáculo. O futebol perde intensidade, o público diminui e o ambiente do estádio sofre. Será que ninguém da CBF se deu conta disso ainda?
O mais absurdo é que a solução é simples. Cidades do Sul, como Porto Alegre, funcionariam perfeitamente com jogos às 11h ou 16h nos finais de semana, aproveitando temperaturas mais agradáveis. Não se trata de privilégio regional, mas de bom senso. O Brasil é grande demais para ser tratado como se tivesse o mesmo clima do Oiapoque ao Chuí.