TSE confirma decisões que removeram postagens sobre Nossa Senhora Aparecida

1 out 2026 - 10h31
Resumo
O TSE confirmou a decisão do ministro André Mendonça de remover postagens que ligavam falsamente o senador Flávio Bolsonaro a um suposto movimento contra Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A maioria rejeitou a tese de censura prévia, tratando a medida como excepcional. O caso gerou forte repercussão na reta final da eleição e provocou atritos no STF, onde decisões divergentes dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux foram revogadas até a definição final do tribunal eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ‌confirmou na quarta-feira decisões do ministro André Mendonça que haviam determinado a remoção do ar de publicações em redes sociais que relacionavam o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, a um suposto ⁠movimento de retirada de Nossa Senhora Aparecida do ‌posto de padroeira do Brasil.

A maioria dos ministros seguiu o voto de Mendonça que argumentou que ‌suas decisões não tinham qualquer ‌interesse em restringir liberdade religiosa, não constituem ⁠censura prévia e foram tomadas de forma excepcional.

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"Os comandos (decisões) devem ser compreendidos dentro desses exatos limites: não constituem censura prévia; não autorizam proibição temática; não importam suspensão de perfis, contas ou canais; não alcançam ‌críticas ou opiniões que não reproduzam o núcleo factual ‌delimitado; e, em ⁠caso de ⁠dúvida razoável quanto à equivalência substancial de determinada publicação, a ⁠preservação da liberdade ‌de expressão recomenda a ‌manutenção do conteúdo, facultada a submissão da questão ao juízo para esclarecimento", destacou Mendonça, em seu voto.

Ao longo do julgamento virtual, Mendonça fez um ⁠ajuste de voto para liberar uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre o tema.

O caso gerou uma grande polêmica por ter repercutido bastante nas redes sociais nas vésperas ‌do primeiro turno da eleição presidencial, no próximo domingo, e levado também a um novo embate entre ⁠ministros do Supremo Tribunal Federal.

O ministro Flávio Dino, do STF, deu uma decisão cassando a liminar de Mendonça, que atua nos dois tribunais. Em seguida, o ministro Luiz Fux, também do Supremo, cassou a ordem de Dino, restabelecendo a determinação de Mendonça.

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O presidente do STF, Edson Fachin, chegou a cogitar levar o debate ao plenário do Supremo, mas recuou e deixou para que o TSE tomasse uma decisão colegiada sobre o tema.

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