Toffoli se declara suspeito e deixa relatoria de ação sobre pedido de abertura de CPI do Master

11 mar 2026 - 18h31

O ‌ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito e não irá apreciar uma ação que busca obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a ⁠abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ‌para investigar fraudes envolvendo o Banco Master.

Em sua decisão, Toffoli se ‌declara suspeito por motivo ‌de foro íntimo e pede ⁠que o caso seja redistribuído para outro colega do Supremo, após ele ter sido sorteado pelo sistema da corte relator da ação apresentada pelo deputado ‌Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

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No mês passado, Toffoli já ‌havia deixado a ⁠relatoria ⁠do inquérito sobre o Master no Supremo em ⁠meio a ‌pressões e questionamentos ‌dentro e fora do tribunal sobre a relação do ministro e de familiares dele com o dono ⁠do Master, Daniel Vorcaro, e pessoas ligadas ao banqueiro.

O inquérito do Master atualmente está sendo conduzido no STF pelo ministro André ‌Mendonça, que na semana passada decretou a prisão preventiva de Vorcaro.

O deputado ⁠Rollemberg tem alegado que Motta não tem agido para instalar a CPI, mesmo após a coleta do mínimo de assinaturas necessárias para que ela seja criada, em meio a notícias de que as tentativas de se investigar no Congresso as fraudes do Master têm enfrentado resistências de importantes parlamentares diante das suspeitas de ligações de políticos com Vorcaro.

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