O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito e não irá apreciar uma ação que busca obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes envolvendo o Banco Master.
Em sua decisão, Toffoli se declara suspeito por motivo de foro íntimo e pede que o caso seja redistribuído para outro colega do Supremo, após ele ter sido sorteado pelo sistema da corte relator da ação apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
No mês passado, Toffoli já havia deixado a relatoria do inquérito sobre o Master no Supremo em meio a pressões e questionamentos dentro e fora do tribunal sobre a relação do ministro e de familiares dele com o dono do Master, Daniel Vorcaro, e pessoas ligadas ao banqueiro.
O inquérito do Master atualmente está sendo conduzido no STF pelo ministro André Mendonça, que na semana passada decretou a prisão preventiva de Vorcaro.
O deputado Rollemberg tem alegado que Motta não tem agido para instalar a CPI, mesmo após a coleta do mínimo de assinaturas necessárias para que ela seja criada, em meio a notícias de que as tentativas de se investigar no Congresso as fraudes do Master têm enfrentado resistências de importantes parlamentares diante das suspeitas de ligações de políticos com Vorcaro.