O plenário do Senado vota nesta quarta-feira a PEC que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada máxima para 40 horas semanais sem corte salarial. Aprovada na Câmara e na CCJ, a medida é apoiada pelo governo Lula e exige 49 votos em dois turnos para passar. Diante do pleito eleitoral, o senador e candidato Flávio Bolsonaro, antes opositor da proposta, declarou apoio ao texto para atender ao anseio dos trabalhadores, embora defenda o modelo de remuneração por hora trabalhada.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 será votada no plenário do Senado nesta quarta-feira (14), quando acontece a quinta e última discussão da medida no Congresso Nacional. Para ser aprovado, o texto precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.
A PEC, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, tem recebido um grande engajamento do governo, já que a proposta é uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a reeleição. Sendo assim, a expectativa é que os dois turnos de votação possam ocorrer ainda hoje.
A medida prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.
Às vésperas do segundo turno eleitoral, marcado para 25 de outubro, ontem, o senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL), um crítico da PEC 6X1, voltou atrás e declarou que iria votar a favor da iniciativa, de modo a atender um desejo "da maioria dos trabalhadores brasileiros".
Em sua campanha, Flávio tem defendido uma proposta onde as horas de trabalho sejam pagas por hora.