O PSB formalizou nesta quarta-feira a candidatura de Geraldo Alckmin novamente ao cargo de vice-presidente na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição.
Durante a convenção nacional do PSB que oficializou sua candidatura, em Brasília, Alckmin procurou rebater e desconstruir o bordão daqueles que chamou de "extremistas": "Deus, pátria, família e liberdade".
"Pátria é união. Não é entreguismo, não é você trabalhar lá fora contra o interesse do país, contra o emprego, contra as empresas, de maneira servil", disse o vice-presidente, numa referência ao principal adversário de Lula nas eleições presidenciais, senador Flávio Bolsonaro (PL).
Alckmin aproveitou para também fazer uma defesa da democracia, ao abordar o último ponto do bordão.
"Não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia... Não é possível falar em liberdade, como no segundo turno da última eleição, utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente e tentando impedir a eleição, propondo a derrubada de um governo eleito", disse, numa referência indireta à tentativa de golpe perpetrada pelo antecessor de Lula, Jair Bolsonaro.
"Aliás, quem não acredita na democracia não devia nem disputar a eleição, não devia pedir voto para o povo brasileiro."
Presente na convenção, Lula disse que "Alckmin é aquela garantia que todo mundo precisa" e disse ter certeza que ele trabalha para que as coisas "dêem certo no país".
Lula deve ter seu nome chancelado como candidato à reeleição na convenção nacional do PT, prevista para o dia 2 de agosto, em São Paulo.