Veja a íntegra do relatório da Polícia Federal que indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro

Pai e filho foram indiciados por crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito

20 ago 2025 - 19h58
(atualizado em 22/8/2025 às 20h06)
Resumo
A Polícia Federal indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, apontando articulações contra instituições brasileiras realizadas com apoio de terceiros, incluindo Silas Malafaia.
Jair Bolsonaro, enquanto ainda era presidente, acompanhado do filho, Eduardo
Jair Bolsonaro, enquanto ainda era presidente, acompanhado do filho, Eduardo
Foto: Marcos Correa/PR

A Polícia Federal concluiu nesta quarta-feira, 20, o inquérito que investigava Jair e Eduardo Bolsonaro pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.  

A investigação foi aberta após solicitação da Procuradoria Geral da República (PGR) e determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela aponta que "Eduardo vem atuando, ao longo do ano de 2025, junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos da América, com intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado brasileiro, notadamente do STF, da PGR e da Polícia Federal, sob o argumento de suposta perseguição política".

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Eduardo Bolsonaro, deputado federal, está nos Estados Unidos em campanha para punição de autoridades brasileiras por causa do julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Pedro França/Agência Senado / Estadão

O documento mostra ainda que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) tem ajudado o filho a agir contra o país e as instituições nacionais. A PF afirma ainda que os movimentos dos políticos contam com auxílio material de terceiros, citando nominalmente o pastor Silas Malafaia.

"Nesse contexto, a análise do material probatório arrecadado identificou que o indivíduo Silas Lima Malafaia, conhecido líder religioso, vem atuando de forma livre e consciente, em liame subjetivo com os demais investigados, na definição de estratégias de coação e difusão de narrativas inverídicas", diz o texto.

O relatório afirma ainda que Bolsonaro e Walter Braga Netto (PL) descumpriram as medidas cautelares de proibição de manter contato durante a investigação realizada pela Polícia Federal.

Veja abaixo a íntegra do relatório da Polícia Federal:

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Esta nota está em atualização.

Fonte: Redação Terra
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