Tarcísio de Freitas, sobre proibição das bets: é claro que é oportunismo eleitoral

26 set 2026 - 16h08
Resumo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a proibição das bets pelo governo Lula como oportunismo eleitoral, criticando o anúncio às vésperas da eleição. Apesar de se declarar contrário às apostas, ele cobrou esclarecimentos sobre os impactos da medida e criticou o possível uso de recursos públicos para ajudar clubes de futebol. Tarcísio também reprovou o lançamento do Desenrola 3.0, atribuindo o endividamento das famílias aos altos juros gerados pelos gastos do governo federal.

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou neste sábado, 26, como oportunismo eleitoral a proibição das bets pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apoiador da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, o governador afirmou ser contrário às apostas, mas criticou o momento da iniciativa e cobrou esclarecimentos sobre seus efeitos.

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"É claro que é oportunismo eleitoral. O senso de urgência só foi desenvolvido agora? Agora eles perceberam que isso é um problema, faltando nove dias, uma semana para a eleição?", declarou a jornalistas durante o Encontro da Habitação da Zona Leste, no Itaim Paulista, na capital.

O governo Lula formalizou a proibição das bets no início da noite desta sexta-feira, 25, em evento em São Paulo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que os apostadores terão até as 23h59 de 5 de outubro, dia seguinte à votação do primeiro turno, para resgatar os saldos nos sites de jogos.

Questionado sobre o apoio à medida provisória relacionada às bets independentemente de quem vencer a eleição presidencial, Tarcísio reiterou sua oposição aos jogos, mas não explicitou se apoiaria o texto. O governador também questionou a possibilidade de ajuda do governo aos clubes de futebol com recursos dos trabalhadores.

Na mesma noite, o governo lançou o Desenrola 3.0, ao custo de R$ 15 bilhões, como parte de um pacote para a redução do endividamento das famílias, anunciado a nove dias da eleição.

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Ao criticar os programas de renegociação de dívidas, Tarcísio afirmou que o brasileiro não quer depender de sucessivas edições do Desenrola. Tarcísio associou o endividamento dos brasileiros aos juros elevados, que atribuiu aos gastos do governo federal.

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