Tabata Amaral diz que demora para definir chapa de Haddad atrapalha campanha em São Paulo

Parlamentar disse estar preocupada porque o grupo enfrentará 'uma eleição difícil'

22 mai 2026 - 22h39

A deputada federal Tabata Amaral (PSB) afirmou nesta nesta sexta-feira, 22, que a demora para a definição da chapa completa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo está atrapalhando a campanha no Estado. Em entrevista à jornalistas após um debate do Grupo Esfera, em Guarujá (SP), a parlamentar disse estar preocupada porque o grupo enfrentará "uma eleição difícil".

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Há uma disputa de três nomes pelas duas vagas ao Senado, entre os ex-ministros Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede). Com isso, o nome do vice na chapa de Haddad também não foi escolhido.

"Essa demora atrapalha bastante no dia a dia da política. É uma conversa respeitosa, e eu venho defendendo que cabe todo mundo, que é só se conversarem para ajeitar. O mais importante é que a gente entenda que temos uma eleição difícil e não podemos correr o risco da política perder o tempo do que acontece na rua" disse.

Tabata Amaral cobra Haddad por definição na chapa de São Paulo
Tabata Amaral cobra Haddad por definição na chapa de São Paulo
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Estadão

Tabata e Simone devem ajudar Haddad a reduzir resistências entre setores tradicionalmente refratários ao PT, em São Paulo como o empresariado e o agronegócio. Embora as duas tenham descartado concorrer como vice do ex-ministro, segundo interlocutores de Haddad, as duas, assim como a ex-ministra Marina Silva (Rede), terão os papéis que quiserem na campanha.

As três são vistas como peças centrais na frente ampla que o petista busca consolidar. A estratégia do PT é ampliar o leque de alianças ao centro, buscando o apoio de lideranças históricas do PSDB e de ex-prefeitos que deixaram o MDB, partido que hoje está na base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e recentemente filiou o vice-governador Felício Ramuth.

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O ex-ministro da Fazenda, no entanto, ainda não definiu quem será seu vice. Como mostrou o Estadão, Haddad quer uma espécie de novo Alckmin para compor a chapa: alguém de centro e com bom trânsito no empresariado, características que tanto Tabata como Tebet reúnem.

Nenhuma delas, porém, demonstra interesse no posto. Tabata tem dito a interlocutores que pretende disputar a reeleição à Câmara para ajudar o PSB a eleger cinco deputados federais em São Paulo. Já Tebet afirma que só considera duas possibilidades: concorrer ao Senado ou "voltar para a casa". Marina disputa a indicação para a segunda vaga na Casa com Márcio França.

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