Servidores do TSE são vítimas de ameaças na internet e tribunal pede investigação da PF

Órgãos internos da Corte detectaram onda de informações falsas e ameaças a funcionários responsáveis pela contagem de votos desde a última terça-feira, 6

8 out 2026 - 17h48
Resumo
O Tribunal Superior Eleitoral reforçou a segurança de servidores e familiares após ameaças virtuais e acionou a Polícia Federal para investigar o caso. As intimidações decorrem de desinformações que acusam funcionários de fraudar a apuração das urnas em favor de Lula contra Flávio Bolsonaro. Diante de cerca de 30 mil publicações com ataques e dados expostos, o tribunal também mobilizou o Ministério Público e notificou plataformas como Meta e X para a remoção dos conteúdos ilícitos.

BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deslocou um efetivo de segurança para proteger grupo de servidores e seus familiares que se tornaram alvos de ameaças nas redes sociais desde a última terça-feira, 6. Perfis e páginas virtuais passaram a difundir a versão de que membros do órgão adulteraram o resultado das urnas para favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No primeiro turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro do PL ficou em primeiro lugar e Lula em segundo.

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"Os servidores e seus familiares passaram a contar com efetivo de segurança, a fim de garantir sua integridade física e apoio psicológico", disse a Corte em nota após ser procurada pelo Estadão.

As publicações citavam nominalmente funcionários da área de tecnologia da informação responsáveis pelo processo de totalização dos votos.

Além do reforço na segurança, o TSE pediu abertura de investigação à Polícia Federal e acionou o Ministério Público, que entrou com representação para retirar os conteúdos do ar. O X (antigo Twitter) e a Meta, dona do Instagram e do Facebook, também foram comunicados por meio de ofícios da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação Eleitoral (AEEDE), vinculada ao próprio tribunal.

Até o início da tarde desta quinta-feira, 8, foram registradas "aproximadamente 30 mil manifestações nas redes com desinformação, exposição indevida de informações pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas, inclusive contra familiares", informou o TSE.

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Essa movimentação digital foi detectada pelos núcleos de Garantia dos Direitos Eleitorais (NIGDE) e de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação (NIGED).

Embora o petista tenha ficado em segundo lugar no primeiro turno, o discurso se baseia em informações falsas para afirmar que o senador Flávio Bolsonaro teve parte de seus votos suprimidos e contabilizados como abstenções.

O ataque a confiabilidade do sistema de apuração sem provas foi usado por bolsonaristas na eleição de 2022 quando Jair Bolsonaro perdeu a disputa para Lula.

Um dos responsáveis pela difusão das informações falsas é o influenciador Alex Oliveira, cujo perfil no Instagram tem menos de 4 mil seguidores. Seus vídeos com acusações infundadas a servidores, contudo, atingem até 9,3 milhões de visualizações e quase um milhão de curtidas.

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