O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu permissão para ficar no regime de prisão domiciliar nos próximos 90 dias. Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes cita a suspensão de visitas ao político no período para resguardar o ambiente para evitar o risco de sepse.
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Afinal, o que é sepse?
Hoje, mais conhecida como sepse, a doença pode ser definida como um conjunto de manifestações graves que ocorrem em todo o corpo a partir de uma infecção.
Isso significa que a infecção pode até estar localizada em um órgão, mas a inflamação provocada por ela alcança todo o organismo, o que pode comprometer o funcionamento de vários órgãos. Em casos mais graves, pode chegar a disfunção ou mesmo a falência de múltiplos órgãos, como explica o Ministério da Saúde.
Segundo o órgão do governo, alguns dos grupos com mais risco de passar pela infecção são bebês prematuros; idosos com mais de 65 anos; pessoas com Aids, que fizeram quimioterapia ou usaram medicamentos que afetam as defesas do organismo.
Quais os sintomas da sepse?
A doença não possui sintomas específicos, mas deve servir de alerta para quem passa por uma infecção e apresenta quadro de febre; taquicardia; taquipnéia, nome técnico para a respiração acelerada; tontura; pressão baixa; falta de ar; sonolência excessiva; e confusão.
Qual o tratamento para sepse?
Doença grave, a sepse mata 11 milhões de pessoas por ano, segundo um levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil, de acordo com a Fiocruz, são cerca de 240 mil vítimas fatais anualmente.
Tamanha gravidade explica por que as primeiras horas do tratamento são tão importantes. O Ministério da Saúde aponta que os pacientes devem ser tratados com antibiótico rapidamente, enquanto culturas de sangue devem ser colhidas para identificar o agente causador da doença. (*Com informações do Estadão Conteúdo)