Secretário da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, deixa cargo para concorrer à Câmara

Delegado, que chefiava a corporação desde setembro de 2024, anunciou saída durante evento empresarial em Copacabana; exoneração deve sair nesta sexta-feira

19 mar 2026 - 21h22

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, anunciou nesta quinta-feira, 19, que vai deixar o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.

A declaração foi feita durante evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Hotel Fairmont, em Copacabana, na zona sul do Rio. A exoneração deve ocorrer nesta sexta-feira, 20. Curi, que assumiu a chefia da Polícia Civil em setembro de 2024, chegou ao evento acompanhado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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O delegado já havia sido cotado para representar o PL na disputa pelo governo do Estado, mas a pré-candidatura ficou com o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas.

"Estou me licenciando da Polícia Civil. Nunca gostei de política, sou um profissional técnico e de atuação operacional. Mas quem vive e faz segurança pública de verdade sabe que não é problema de polícia. A transformação é feita pelas leis. E eu sei o que precisa ser mudado", afirmou o delegado durante a palestra.

Segundo Curi, a experiência à frente da corporação mostrou que o enfrentamento à criminalidade exige mudanças na legislação federal. "O trabalho que as polícias fazem no Rio ultrapassa muito o trabalho da polícia. É uma demanda que precisa de mudanças legislativas no âmbito federal", disse.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi (à esquerda), e o secretário de Segurança do Rio, Victor Santos (à direita)
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi (à esquerda), e o secretário de Segurança do Rio, Victor Santos (à direita)
Foto: @pcerj via X / Estadão

Antes do início do evento, o secretário negou que a Polícia Civil tenha sido usada como instrumento político na prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD), detido na Operação Red Legacy na semana passada. O prefeito Eduardo Paes (PSD) tem afirmado que houve interferência política na operação.

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"Da nossa parte, não há embate político. Nosso trabalho é isento, legítimo e imparcial. Não vamos permitir qualquer tipo de ingerência ou manobra para interferir no trabalho da Polícia Civil", declarou. Nas redes sociais, Curi escreveu que "a Polícia Civil não escolhe alvo por posição política, por grupo ou por conveniência".

O delegado Delmir da Silva Gouvea, que atuava como chefe de gabinete de Curi, assumirá a secretaria.

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