'Se eu estivesse nos governos anteriores, não teria deixado prosperar', diz Haddad sobre bets

Em sabatina na 'Jovem Pan', candidato ao governo do Estado pelo PT prometeu realizar auditoria em contratos de concessão e privatização e melhorar gestão de atendimentos de saúde

18 ago 2026 - 10h46
(atualizado às 10h56)

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou ser contra bets e alegou que, enquanto ministro da Fazenda, regulou o serviço por inação do governo de Jair Bolsonaro (PL). "Se eu estivesse nos governos anteriores, não teria deixado prosperar os jogos", afirmou o candidato ao Palácio dos Bandeirantes durante sabatina na Jovem Pan. "Bolsonaro ficou quatro anos sem fazer nada a respeito, e isso virou uma indústria."

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Haddad observou que a proibição não é possível em âmbito estadual, mas prometeu que, se eleito, não licenciará novos jogos do tipo. Em janeiro deste ano, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), concedeu uma licença para a exploração de jogos lotéricos no Estado. O serviço estreou em julho.

Durante a entrevista, Haddad voltou a dizer que confia na versão de seu motorista sobre a suposta abordagem por uma viatura da polícia. O candidato afirmou não haver contradição entre o depoimento do funcionário e as imagens analisadas pela Secretaria de Segurança Pública.

"Qualquer cidadão tem o direito de registrar um boletim de ocorrência e ter sua versão analisada pela Justiça", disse Haddad, que criticou o governo paulista pela "ansiedade" para desmentir o condutor. "Está esquisita essa história."

Sobre segurança pública, o candidato do PT prometeu um conjunto de medidas para aprimorar a elucidação de crimes violentos no Estado, contando, por exemplo, com o uso de inteligência artificial e com uma integração entre diferentes órgãos de investigação. O candidato afirmou que a estrutura da Polícia Civil do Estado está "tecnologicamente em frangalhos".

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Haddad propôs a criação de um gabinete que integre diferentes instâncias de investigação, como polícias estaduais e federais e representantes dos Ministérios Públicos do Estado e da União. O órgão seria gerido pelo governador do Estado. "Se o governador não tiver coragem de assumir para si a responsabilidade, não vai ser secretário ou comandante que vai fazer", disse. Segundo Haddad, Tarcísio rechaça a criação de um órgão do tipo. "O Tarcísio recusa, porque ele acha que fere a autonomia do Estado."

Para a saúde, o postulante ao cargo de governador quer implementar uma gestão de "cuidado integral", se eleito. Segundo o candidato, o modelo vai "unificar serviços hoje fragmentados". "A consulta, o exame e uma eventual cirurgia virão juntos em um pacote que será pago em conjunto, e não por procedimento e procedimento", explicou. Segundo Haddad, o novo modelo de gestão permitirá aliviar a fila de espera dos atendimentos.

O petista também prometeu "passar a limpo" contratos de privatização e de concessão do governo do Estado, citando o pedágio free flow, as concessões de trilhos e a privatização da Sabesp. O candidato voltou a criticar a gestão de Tarcísio na educação e prometeu valorização salarial para os professores. Segundo o ex-ministro da Fazenda, o Estado "errou do ponto de vista pedagógico".

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