Rui Falcão (PT) aciona PGR para investigar R$ 4 milhões pagos a escritório de Flávio Bolsonaro

29 out 2026 - 18h04
Resumo
O deputado Rui Falcão (PT-SP) acionou a PGR para investigar R$ 4 milhões pagos pelo escritório Nilo & Almeida ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2025. O repasse ocorreu pouco antes de Flávio votar na recondução do sócio da banca, Edvaldo Nilo, ao CNMP, sem declarar impedimento. O pedido mira crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, solicitando a quebra de sigilos. A defesa de Nilo alegou atuação conjunta em clientes privados, enquanto a equipe do senador não respondeu aos questionamentos.

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a investigação de pagamentos de R$ 4 milhões feitos em 2025 pelo escritório Nilo & Almeida Advogados Associados à sociedade individual de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a representação, os repasses antecederam a votação que reconduziu Edvaldo Nilo de Almeida, sócio da banca pagadora, ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), da qual Flávio participou.

O documento, datado de 21 de outubro, cita duas notas fiscais de R$ 2 milhões cada, emitidas em agosto e outubro de 2025, com a descrição "Assessoria Jurídica". A segunda parcela teria sido transferida em 21 de outubro daquele ano, 22 dias antes da votação no Senado.

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Falcão aponta que Flávio participou da votação de 12 de novembro sem declarar impedimento. Como o escrutínio foi secreto, os registros públicos não permitem identificar o sentido do voto do senador.

O deputado pede a apuração de possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Entre as diligências solicitadas estão a requisição de documentos que comprovem a prestação dos serviços, o rastreamento dos valores e o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

Em explicação à imprensa reproduzida na representação, Edvaldo Nilo afirmou que os pagamentos decorreram de serviços prestados em conjunto com o senador a clientes privados, sem envolvimento de recursos públicos. O documento aponta, porém, que ele não identificou os clientes nem as causas atendidas.

Segundo a representação, a campanha de Flávio não respondeu aos questionamentos da imprensa feitos sobre os serviços e valores recebidos.

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