O ex-ministro Rui Costa (PT) afirmou que eleitores não petistas temem uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial, apontando riscos econômicos, sociais e institucionais. Segundo Costa, o adversário pode adotar o modelo argentino de Javier Milei, gerando desemprego e pobreza, além de ameaçar a democracia com discursos autoritários e perda de direitos trabalhistas. O petista também acusou o senador de adiar a quebra de sigilos para ocultar seu patrimônio e supostas ligações com milícias.
O ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT) afirmou nesta quinta-feira, 22, que pessoas que habitualmente não votam no PT têm alertado para os riscos de uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Segundo o petista, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca mostrar aos eleitores possíveis consequências econômicas, sociais e institucionais de um governo do adversário.
"Pessoas que normalmente não votam no PT estão alertando para isso, pelo risco tanto do Brasil virar uma Argentina e da perda de direitos. O foco da nossa campanha é mostrar ao eleitor brasileiro os riscos que o Brasil corre", disse ele para a rádio Piatã FM, em Salvador.
O ex-ministro associou uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ao risco de adoção do modelo econômico do presidente argentino, Javier Milei.
Atribuiu à gestão do argentino fechamento de empresas, desemprego e aumento da pobreza e disse considerar que o receio de consequências semelhantes no Brasil pesa na escolha do eleitor.
Além das críticas econômicas, Rui afirmou que vê ameaça à democracia em uma eventual gestão do candidato do PL, a quem atribuiu um histórico de defesa de discursos autoritários.
Abertura de sigilos
O ex-governador da Bahia também acusou Flávio de adiar uma resposta ao desafio de Lula para a abertura de sigilos. Ele disse que uma autorização precisa ser apresentada com antecedência suficiente para permitir a análise e a divulgação das informações antes da votação de domingo, 25.
"O que ele está fazendo é ganhar tempo para que a população não conheça o seu grande enriquecimento e sua relação com a milícia", afirmou Costa. "O maior risco é ele arrebentar o direito dos trabalhadores, arrebentar o direito das pessoas mais pobres e transformar o Brasil numa Argentina ou, eventualmente, numa ditadura", declarou.