Renan Santos vê Flávio e Lula como centro e diz que direita populista representada por Trump morreu

Candidato do Missão afirmou que soberania defendida pelo petista é retórica e que senador do PL apoiou nomes ligados ao Comando Vermelho

17 ago 2026 - 16h11

O candidato do Partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou há pouco que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são candidatos de centro. A fala foi feita durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo.

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"Essa eleição, se você vai puxar quem são as pessoas que querem manter a polarização, não são direitistas radicais ou esquerdistas radicais, até porque o Lula e o Flávio são candidatos de centro", afirmou.

Ele afirmou, ainda, que a direita populista que teve Donald Trump como grande nome morreu inclusive nos Estados Unidos.

"A gente está vendo uma vitória da direita na América do Sul. A direita populista que teve o Trump no grande nome, ela morreu inclusive nos Estados Unidos. Então o papel do Trump, ele apenas vai ser arrastado até o fim. Há um problema de falta de resposta da esquerda mundial para todos os desafios do mundo que tá por aí", concluiu.

Renan Santos, criticou o governo Lula. "A soberania que o governo fica brincando, é uma soberania retórica", disse, completando: "A soberania que a gente vai precisar exercer, ela vai ser muito dura, porque a gente está falando de interesses estratégicos de nações mais poderosas que a nossa, no momento em que nós não temos poder algum. Nós somos uma nação fraca, pobre, indefesa. De joelhos".

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Renan diz que Flávio apoiava nomes ligados ao CV

O candidato do Partido Missão também criticou duramente Flávio Bolsonaro, dizendo que o senador apoiava o ex-presidente licenciado da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, ambos alvos de investigações da Polícia Federal.

"O nosso querido Flávio Bolsonaro, que eu sei que alguns aqui vão votar nele, o Flávio Bolsonaro apoiava o Bacellar, o Bacellar e o TH Joias, que são do Comando Vermelho. Não é opinião minha, é opinião da Polícia Federal", disse.

No mesmo evento, Renan Santos saiu em defesa do fim de todas as bets. "Eu sempre fui um liberal, mas eu acho que nós temos que acabar com todas as bets", disse. Ele afirmou que a "falta de cultura em matemática financeira" é um dos pontos que agravam o cenário e o impacto sobre a população brasileira.Depois, o candidato acrescentou, ainda, que o programa Desenrola é um estímulo para a cultura de inadimplência.

Candidato cita reformas da Previdência e trabalhista

O candidato do Missão defendeu que uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da transição precisa passar ainda este ano para tratar de previdência.

"A gente quer fazer uma PEC de transição com as desvinculações das tributações, no mínimo para tratar de previdência, já na virada do ano", afirmou. Ele afirmou, ainda, que a PEC da transição precisa ser focada na gestão fiscal e nas despesas. "Nós precisamos fazer uma reforma séria e já na transição nós precisamos passar um recado para todo mundo de que o fiscal vai ser prioridade", afirmou.

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Ele também defendeu a necessidade de uma nova Reforma Trabalhista, além da contratação de pessoas por hora.

"O corte dos juros baseado em redução de despesa e uma agenda trabalhista - ambas as coisas beneficiam o aumento de investimento em infraestrutura. Isso vai fazer com que inúmeros setores brasileiros voltem a ser competitivos", disse.

No evento, Renan Santos afirmou que fará métricas de desempenho municipal, que podem resultar em inelegibilidade. Ele defendeu o estabelecimento de métricas de desempenho nos municípios, dizendo que ele considera como o "projeto mais importante de todos".

A ideia defendida pelo candidato é criar um ranking com pontuações e, caso os municípios não atinjam a pontuação, não estarão qualificados para receber emendas. Além disso, defendeu que caso o partido que governa o município não cumpra com os critérios, ficará inelegível no município por oito anos.

"Se o município não consegue bater meta nenhuma, o governo federal pode fundir o município mais pobre, para ter uma racionalização econômica", disse.

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