Renan Santos: 'Nossa vida foi rifada por ministros do STF que estavam fazendo negócios'

14 set 2026 - 07h39
Resumo
O candidato à presidência Renan Santos criticou a relação entre ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro, pedindo o afastamento de magistrados sob suspeita de corrupção. Ele acusou Vorcaro de comprar membros da Corte e o senador Flávio Bolsonaro, além de afirmar que sofreu perseguição de Dias Toffoli via TSE. Se eleito, Santos prometeu combater supersalários no Judiciário, vetar alterações do STF em decisões do Congresso e barrar vínculos de ministros com escritórios de advocacia privados.

O candidato à presidência da República Renan Santos (Missão) criticou o escândalo no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado por vazamento de conversas que mostram a proximidade do banqueiro Daniel Vorcaro com alguns representantes da Corte, como o ministro Alexandre de Moraes.

"O que eu espero, como cidadão, é que todo mundo descubra a grande roubalheira que aconteceu", afirmou o candidato, referindo-se ao julgamento marcado para terça-feira, 15. "O nosso futuro, a nossa vida foi rifada por ministros do STF que estavam fazendo negócios lá. É muito, é horrível o que aconteceu."

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A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record. Na ocasião, ele também pediu o afastamento de ministros envolvidos em investigação de suspeitas de corrupção.

O candidato afirmou categoricamente que o banqueiro Daniel Vorcaro comprou desde ministros do STF até o senador Flávio Bolsonaro (PL), acusando Flávio e sua família de terem recebido "dinheiro sujo" do ex-controlador do Banco Master.

Renan também reclamou de perseguição por parte do ministro José Dias Toffoli. O ministro, por meio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu temporariamente a campanha digital e os repasses do fundo eleitoral de Renan Santos em agosto. "Eu fui alvo de uma perseguição pelo Dias Toffoli. Ele tentou caçar minha candidatura", disparou.

Na entrevista à Record, Renan Santos afirmou que, se for eleito, vai combater o que classificou como "supersalários" do Judiciário, vai proibir o STF de alterar decisões do Congresso, e proibir vínculos entre ministros e escritórios de advocacia privados.

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