Quem são os 17 ministros de Lula que deixaram o governo para as eleições e quem assume os cargos

Maioria escolheu secretários-executivos como substitutos; saída é exigida pela legislação eleitoral

3 abr 2026 - 16h39
(atualizado às 16h46)
Esquentando os motores para as eleições de outubro, 17 ministros deixaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer na disputa. Todas as exonerações foram oficializadas pelo governo no Diário Oficial da União.
Esquentando os motores para as eleições de outubro, 17 ministros deixaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer na disputa. Todas as exonerações foram oficializadas pelo governo no Diário Oficial da União.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Estadão

BRASÍLIA — Esquentando os motores para as eleições de outubro, 17 ministros deixaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer na disputa. Todas as exonerações foram oficializadas pelo governo no Diário Oficial da União.

Além dos 17 ministros exonerados para concorrer às eleições houve outra substituição, a de André de Paula, que deixou o Ministério da Pesca para assumir o Ministério da Agricultura.

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A saída é uma exigência da legislação eleitoral, que obriga a desincompatibilização de ministros seis meses antes das eleições. A maioria escolheu os respectivos secretários-executivos ou secretários de áreas das próprias pastas como substitutos, com exceção do Ministério do Planejamento e Orçamento.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para repetir a dobradinha com Lula como candidato a vice na disputa presidencial, que deve ter o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário.

No Planejamento, Simone Tebet (PSB) saiu para concorrer ao Senado em São Paulo. Lula nomeou o então secretário especial da Casa Civil Bruno Moretti, braço direito do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, para o cargo. Moretti já cuidava do dia a dia do Orçamento diretamente do Planalto. O secretário-executivo de Tebet, Gustavo Guimarães, foi exonerado e deixou a equipe econômica.

Alguns ministros desistiram de disputar a eleição e continuam no governo, em acordo com o presidente Lula, e foram escalados para entregas do último ano do mandato, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PT), e o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT).

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Veja abaixo quem são os ministros de Lula que saem para disputar as eleições e quem assume as vagas:

  • Casa Civil

Sai Rui Rosta (PT), para disputar o Senado pela Bahia

Entra Miriam Belchior, até então secretária-executiva

  • Relações Institucionais da Presidência da República

Sai Gleisi Hoffman (PT), para disputar o Senado pelo Paraná

O substituto não foi anunciado

  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Sai Geraldo Alckmin (PSB), para concorrer a vice-presidente

Entra Márcio Elias Rosa, secretário-executivo, escolhido como ministro ministro, mas ainda não nomeado

  • Ministério da Fazenda

Sai Fernando Haddad (PT), para disputar o governo de São Paulo

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Entra Dario Durigan, até então secretário-executivo da Fazenda

  • Ministério do Planejamento e Orçamento

Sai Simone Tebet (PSB), para disputar o Senado em São Paulo

Entra Bruno Moretti, até então secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil

  • Ministério das Cidades

Sai Jader Filho (MDB), pré-candidato a deputado federal pelo Pará

Entra Antônio Vladimir Moura Lima, ex-secretário-executivo da pasta

  • Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte

Sai Márcio Franca (PSB), que pretende ser candidato ao Senado em São Paulo

O substituto ainda não foi definido

  • Ministério da Educação

Sai Camilo Santana (PT), sem pré-candidatura definida, mas cotado como "plano B" para o governo do Ceará

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Entra Leonardo Barchini, até então secretário-executivo do MEC

  • Ministério dos Transportes

Sai Renan Filho (MDB) para concorrer ao governo de Alagoas

Entra George Santoro, ex-secretário-executivo dos Transportes

  • Ministério do Meio Ambiente

Sai Marina Silva (Rede), pré-candidata ao Senado em São Paulo

Entra João Paulo Capobianco, que era secretário-executivo do ministério

  • Ministério da Agricultura

Sai Carlos Fávaro (PSD), que pretende concorrer novamente ao Senado em Mato Grosso

Entra André de Paula (PSD), que estava no Ministério da Pesca

  • Ministério da Pesca e Aquicultura

Sai André de Paula (PSD), que vai para o Ministério da Agricultura

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Entra Edipo Araujo, ex-secretário-executivo da Pesca

  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Sai Paulo Teixeira (PT), pré-candidato a deputado federal por São Paulo

Fernanda Machiaveli, até então secretária-executiva do órgão

  • Ministério da Igualdade Racial

Sai Anielle Franco (PSOL), pré-candidata a deputada federal no Rio de Janeiro

Entra Rachel Barros de Oliveira, até então secretária-executiva da Igualdade Racial

  • Ministério dos Povos Indígenas

Sai Sônia Guajajara (PSOL), para disputar a reeleição como deputada federal em São Paulo

Entra Eloy Terena, que era secretário-executivo do ministério

  • Ministério do Esporte

Sai André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado no Maranhão

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Entra Paulo Henrique Perna Cordeiro, que era secretário de Esporte, Lazer e Inclusão Social da pasta

  • Ministério de Portos e Aeroportos

Sai Silvio Costa Filho (Republicanos), que deve concorrer à reeleição como deputado federal em Pernambuco

Entra Tomé Franca, até então secretário-executivo da pasta

  • Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

Sai Macaé Evaristo (PT), que tentará a reeleição como deputada estadual em Minas Gerais

Entra Janine Mello, ex-secretária-executiva do ministério.

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