PT diz que Flávio 'legisla a favor' do crime em projeto que prevê fim da marcação de munições

17 out 2026 - 14h28
Resumo
O presidente do PT, Edinho Silva, acusou Flávio Bolsonaro de legislar a favor do crime organizado após o senador defender um projeto de lei que extingue o rastreamento e a marcação de munições para órgãos de segurança, minimizando a medida como um "detalhezinho". Para desqualificar a autoridade do parlamentar no debate sobre segurança, o dirigente petista também relembrou conexões históricas de Flávio com grupos milicianos, como homenagens e a contratação de familiares desses criminosos em seu gabinete.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, alegou neste sábado, 17, que Flávio Bolsonaro (PL) "legisla a favor" do crime organizado ao mencionar projeto de lei (PL) que prevê o fim da marcação nas cápsulas de munições adquiridas por órgãos de segurança pública.

Na sexta-feira à noite, em sabatina na TV Globo, Flávio foi questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre o projeto defendido previamente por ele e os efeitos da proposta para as investigações criminais. Ele respondeu que este seria um "detalhezinho" do projeto.

Publicidade

"Alguém que propõe uma lei impedindo o rastreamento de munição é porque está legislando a favor da criminalidade, está legislando a favor do crime organizado. Acho que, nesse sentido, o Flávio Bolsonaro não tem nenhuma autoridade para debater segurança pública", declarou Edinho Silva em coletiva de imprensa em Brasília (DF).

Relações com milicianos

Edinho também aludiu às supostas relações que Flávio Bolsonaro teria com grupos milicianos. Como o mostrou o Estadão, uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou em 2023 com o miliciano Robson Calixto, vulgo "Peixe", o repasse de dinheiro proveniente de emenda parlamentar.

Em fevereiro deste ano, por unanimidade, "Peixe" foi condenado a nove anos de prisão em regime fechado por ter participado do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

Publicidade

Edinho Silva lembrou ainda de condecorações de milicianos feita por Flávio Bolsonaro, que chegou a empregar em seu ex-gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) familiares do miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações