A Federação PSOL-Rede e o deputado Hilton Coelho acionaram o TRE-BA pedindo a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis, e de seu secretário de Mobilidade, devido à retenção de ônibus no dia da eleição. A ação exige a liberação imediata da frota com passe livre, fiscalização policial e aumento de multa. Paralelamente, um abaixo-assinado com mais de 160 mil assinaturas apoia o pedido de impeachment do prefeito na Câmara Municipal por omissão no transporte público.
A Federação PSOL-Rede e o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) acionaram neste domingo, 25, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para pedir a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil, e reforça pedido de prisão do secretário de Mobilidade, Paulo Souza, ou seu substituto.
Na petição à qual o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) teve acesso, os autores citaram como fato novo a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até as 19h.
O documento foi apresentado no processo movido pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Os autores solicitaram intimação pessoal das autoridades para determinar, em 30 minutos, a saída de todos os veículos aptos das garagens, com gratuidade e operação equivalente à dos dias úteis.
Também pediram fiscalização pelas polícias Federal e Civil, com apoio do Procon-BA, e aumento da multa por descumprimento de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões por hora.
"Uma covardia o que foi feito no dia de hoje contra o povo baiano", afirmou o presidente do PSOL Bahia, Ronaldo Mansur. O dirigente classificou como "cinismo" a justificativa de Bruno Reis de que a retirada de adesivos eleitorais atrasou a operação.
Abaixo assinado por impeachment
A cobrança por responsabilização também motivou um abaixo assinado na Change.org, identificado como iniciativa de Hilton Coelho e do vereador Hamilton Assis (PSOL). Em registro da página enviado à reportagem, a mobilização reunia 161.778 assinaturas verificadas pela plataforma.
O texto pede à Câmara Municipal a abertura de processo de impeachment para investigar decisões e omissões relacionadas à retenção dos ônibus e à demora na recomposição do serviço. Defende a cassação do mandato caso sejam comprovadas infrações político-administrativas, com contraditório e ampla defesa. A coleta de assinaturas não equivale à abertura de processo na Câmara.