Imprensa internacional pontua caos e desconfiança no sistema eleitoral com decisão de Zanin

25 out 2026 - 20h04
Resumo
A imprensa internacional repercutiu com preocupação a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar a votação até as 19h no Brasil. Veículos como The New York Times, Clarín, El País e Le Monde destacaram o caos gerado nos locais de votação, já que muitas urnas eletrônicas haviam sido encerradas antes da ordem. Além de apontarem desconfiança no sistema, jornais citaram reações de aliados de Bolsonaro, que acusaram a Corte de extrapolar suas funções frente à Justiça Eleitoral.

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h em todo o país provocou reação na imprensa internacional. Segundo o The New York Times, há preocupações de que a decisão possa minar a confiança no sistema eleitoral. "Algumas seções eleitorais já haviam fechado quando a decisão foi tomada, causando confusão. Uma vez que uma urna eletrônica contabiliza seus votos, os oficiais eleitorais dizem que pode não ser possível reabri-la para mais votações", pontuou o jornal.

No argentino Clarín, foi apontado que o problema "inesperado" com a decisão é que ela foi tomada pouco antes do horário original de fechamento. "Há pessoas nas escolas que, devido ao adiamento, estão pedindo para votar, mas os mesários e oficiais não sabem como proceder porque as urnas eletrônicas foram desativadas, conforme exigido."

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Um confusão "colossal" nos colégios eleitorais no Brasil, definiu o El País sobre o adiamento de duas horas no fechamento das urnas, ressaltando que, desde a adoção da una eletrônica no País, nunca houve incidentes graves nem casos de fraude confirmados.

A CNN focou no fato de que Zanin foi advogado pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de o presidente nomeá-lo para o tribunal em 2023. Contudo, o caso foi atribuído a Zanin aleatoriamente, por meio de sorteio. A decisão rapidamente gerou reações de aliados de Bolsonaro, que acusaram o STF de ultrapassar a autoridade do tribunal eleitoral, pontuou o veículo de comunicação norte-americano, acrescentando que a extensão causou "confusão" nas seções eleitorais em todo o Brasil.

De forma semelhante, o francês Le Monde ressaltou que a ordem foi emitida justamente quando as seções eleitorais estavam prestes a fechar, criando uma "confusão considerável". "Quando a ordem foi transmitida para cada seção, algumas urnas eletrônicas já haviam sido fechadas e a contagem de votos havia começado", disse.

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