Presidenciáveis se manifestam sobre crise no STF

Sessão inédita que julga investigação de ministro Alexandre de Moraes ocorreu a menos de 20 dias das Eleições de 2026

15 set 2026 - 20h40
(atualizado às 21h18)

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta terça-feira, 15, a sessão que julga a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. O julgamento tem como base indícios de uma relação próxima entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro, que foram tornadas públicos pelo André Mendonça, no dia 1º de setembro. Trata-se de fato inédito, pois nunca antes se analisou sobre a possível investigação de um dos membros da Corte, e a sessão ocorreu a menos de 20 dias das Eleições de 2026. Com isso, os candidadtos à Presidência da República se manifestaram sobre a situação.

Julgamento desta terça-feira, 15, teve por base indícios de uma relação próxima entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o Alexandre de Moraes, que foram tornadas públicos por André Mendonça
Julgamento desta terça-feira, 15, teve por base indícios de uma relação próxima entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o Alexandre de Moraes, que foram tornadas públicos por André Mendonça
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Durante sabatina no jornal da Record, Presidente da República afirmou que o STF está dotado de todas as informações possíveis para julgar o caso e que os culpados devem ser punidos. "Não tem trégua, é preciso investigar todos, sem distinção." Além disso, o petista criticou o ministro André Mendonça, que, segundo ele, está divulgando informações seletivas. Por fim, Lula afirmou que em um possível quarto mandato vai fazer uma segunda "reforma do Judiciário", que vai tratar de código de ètica, limites da Corte e  duração de mandato de ministros. "O Poder Judiciário tem que virar exemplo", disse.

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Romeu Zema (Novo)

O candidato participou da manifestação próxima ao Congresso Nacional, em Brasília. Ao lado do candidato a vice-presidente de sua chapa, Eduardo Girão, e de outros membros do Novo, Zema dissea que “tem muito ministro com medo.” Ele voltou a defender o “combate aos intocáveis”, expressão utilizada na campanha para se referir à atuação de integrantes do STF.

Ronaldo Caiado (PSD)

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o ex-governador de Goiás escreveu sobre a gravidade da crise que atinge a Corte e se manifestou em favor do afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes. “O julgamento de hoje no STF é histórico, porque escancara o que eu venho dizendo há tempos, faltou tudo, decoro, senso público e o mínimo de liturgia no exercício do cargo.” Horas antes, também no X, ele defendeu uma reforma no Judiciário, caso seja eleito. “Vamos implementar critérios rígidos para o STF como idade mínima de 60 anos, comprovado conhecimento jurídico em todo o país, quarentena de 4 anos para voltar à profissão e de 8 anos para disputar a política”, postou.

Renan Santos (Missão)

Em vídeo, publicado no Instagram, Renan Santos afirma que irá torcer pelo afastamento do ministro Alexandre de Moraes, e pelo fim “do seu super poder e da sua atuação arbitrária em processos.” No entanto, ele disse estar cético sobre a punição dos envolvidos nas investigações e levantou questionamentos relacionados a possíveis relações de ministros e seus parentes com negócios do Banco Master. “A questão fundamental é que o STF praticamente todo é envolvido em negócios escuso”, afirmou. O candidato defende como solução para a crise do STF: “votar direito nas eleições”.

Flávio Bolsonaro (PL)

Na propaganda eleitoral gratuíta da televisão exibida às 13h, desta terça-feira, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o País está “sem comando”, porque atual Presidente da República dividiu o poder com o ministro Alexandre de Moraes. “O atual governo criou um desequilíbrio institucional. Decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei. Não é atoa que isso tudo está acontecendo. É porque o atual governo faz parte desse sistema que está apodrecido”, declarou.

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Augusto Cury (Avante)

Na Avenida Paulista, Cury postou uma foto nas redes sociais com referências diretas à sessão. “Enquanto eles gritam, eu escuto a dor do povo”, estampava um dos banners próximos ao candidato. A imagem também rivalizava com uma foto dos ministros do STF, com a frase “o Brasil que não queremos”.

Fonte: Portal Terra
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