'Não temos indicativo concreto de interferência nas eleições', diz Nunes Marques

Presidente do TSE diz que Justiça Eleitoral e Polícia Federal rechaçaram essa hipótese e não formularam relatórios sobre o tema

4 out 2026 - 14h38
(atualizado às 14h56)
Resumo
O presidente do TSE, Nunes Marques, descartou qualquer interferência internacional ou do crime organizado nas eleições, reforçando a plena confiabilidade das urnas. Em balanço inicial, ele informou que 59 pessoas foram detidas por crimes eleitorais, com apreensão de R$ 380 mil. Problemas pontuais de energia causados pelo mau tempo, sobretudo no Paraná, foram contornados com geradores e baterias, garantindo a normalidade da votação, monitorada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional.

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, descartou interferência estrangeira nas votações deste domingo, 4. Ele afirmou que a a própria Corte e a Polícia Federal rechaçaram a hipótese e não formularam relatórios sobre o tema.

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"Os nossos relatórios não apontam nenhum tipo de risco, seja ele internacional ou do crime organizado. Não recebemos nenhum indicativo disso. E até o presente momento, é fato. Não aconteceu nada."

A declaração foi dada neste domingo, 4, em entrevista coletiva na sede da Corte. A suspeita sobre riscos dessa natureza cresceu após embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália anunciarem que permaneceriam fechadas.

Ele também fez um balanço das primeiras horas de votação. Ele afirmou que 59 pessoas foram conduzidas pelas forças policiais por suspeita de ilícitos eleitorais. Com elas, foram apreendidos R$ 380 mil em espécie.

O ministro afirmou que o Paraná foi o Estado com maior intercorrências por fatores climáticos que, em algumas sessões, causaram queda de energia elétrica. "Todas as urnas estão funcionando. Nós temos geradores e baterias suficientes para concluir o processo de votação e transmissão."

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Ele também ressaltou a confiabilidade das urnas eletrônicas e descartou queixas sobre a confiabilidade do voto por meio das urnas eletrônicas. Ele ressaltou que o sistema é confiável e que os problemas registrados em sessões ao redor do País tiveram como principal causa o mau tempo.

"Ainda que seja um direito de se questionar as eleições. Mas o nosso sistema eleitoral, estamos bastante confiança de que não temos ainda do que se queixar. Tudo tem funcionado na maior normalidade", disse.

Pela manhã, o magistrado votou em Brasília, e em seguida, fez visitas às dependências do tribunal. Depois, dirigiu-se ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN). O órgão, vinculado ao Ministério da Justiça, reúne autoridades policiais e de investigação com foco no monitoramento e repressão de ilícitos eleitorais, como compra de votos e difusão de informações falsas.

O ministro afirmou não ter havido ocorrências graves. Participam do grupo forças de segurança das 27 unidades da Federação.

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