Nunes Marques diz que levará revisão criminal de Bolsonaro ao plenário do STF, mas só após 2ª turno

Ministro é relator de dois pedidos de revisão criminal movidos pela defesa de Bolsonaro com o objetivo é anular a condenação do ex-presidente na por tentativa de golpe de Estado

7 out 2026 - 14h39
Resumo
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, afirmou que só analisará os pedidos de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro após o segundo turno das eleições, visando não interferir no pleito. Relator dos processos que buscam anular a condenação de Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ministro descartou decisão monocrática e informou que levará o caso ao plenário da Corte após a conclusão dos autos e parecer da Procuradoria-Geral da República.

BRASÍLIA - O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que só vai analisar a revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após o segundo turno das eleições. Além disso, ele não pretende tomar uma decisão monocrática e deve levar o caso ao plenário. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 7, pela assessoria do ministro.

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"O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso [revisão criminal do ex-presidente Bolsonaro] antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso", diz a nota.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A nota ainda ressalta que Nunes Marques aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso. "Quando estiver pronto para julgamento, o ministro pretende levar ao plenário, que é o órgão competente. E a data desse julgamento, se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal".

Nunes Marques é relator de dois pedidos de revisão criminal movidos pela defesa de Bolsonaro. O objetivo é anular a condenação do ex-presidente na Primeira Turma do Supremo por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão e, atualmente, cumpre a pena em prisão domiciliar por motivos de saúde.

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