O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta enviar dados técnicos sobre o canal "Exército do Lula", gerido por José Janones. A medida atende à campanha de Flávio Bolsonaro, que alega manipulação algorítmica e ação coordenada nas redes. A decisão também ordena que o Google esclareça se houve amplificação artificial de buscas ligadas ao grupo, que soma mais de 8 milhões de seguidores e é visto como peça estratégica da campanha petista.
BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, deu prazo de 24 horas para a Meta enviar um relatório com dados técnicos sobre o canal "Exército do Lula". O ministro tomou a decisão em um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alega haver manipulação do algoritmo de plataformas na internet por meio da mobilização da militância.
O relatório deve conter detalhes sobre a forma como o canal opera. Entre eles:
- a existência de sincronização de atividades, replicação de mensagens e atuação coordenada entre contas, canais e plataformas;
- os padrões de engajamento, alcance, compartilhamento e eventual amplificação artificial;
- a circulação e redistribuição dos conteúdos, inclusive mensagens encaminhadas e conteúdos excluídos ou modificados;
- a existência de publicidade paga, impulsionamento e distribuição patrocinada; e
- a aplicação efetiva do plano de conformidade e as providências eventualmente adotadas.
Nunes Marques também determinou que o Google informe se houve amplificação coordenada dos termos e hashtags mencionados, entre 18 e 20 de outubro de 2026, em buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento.
O canal, que ultrapassou a marca de 8 milhões seguidores, é administrado pelo deputado José Janones e visto pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva como ferramenta importante na tentativa de virar a situação do candidato nas urnas. Após o primeiro turno, Nunes Marques determinou o bloqueio do canal, mas a medida foi revertida em decisão do ministro Villas Boas Cueva, relator do processo.