Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro, diz Gonet

15 set 2026 - 18h30
Resumo
Em sessão do STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou proximidade com Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, afirmando que teve apenas um breve contato com o empresário junto a outras autoridades. Durante o julgamento sobre a abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes, Gonet celebrou a constatação de que não cometeu ilícitos, reforçou que o MPF atuou com rigor e lembrou que só pode ser investigado mediante aval de órgão próprio da instituição.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não teve proximidade com o dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, e que só esteve com o empresário em ocasião com outras autoridades no mês de abril de 2024. As declarações ocorreram durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa uma petição que trata da possibilidade de que seja aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Antes de tratar sobre o mérito, os ministros analisam uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. O magistrado aponta que o presidente do STF, Edson Fachin, não deveria ter tomado a relatoria do ministro André Mendonça sobre o caso. Além disso, questiona que o processo sobre Mendonça deve ser associado ao de Moraes.

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Gonet disse que só pode ser investigado com autorização de órgão próprio do Ministério Público Federal (MPF). Além disso, disse ficar "feliz" por, segundo ele, haver reconhecimento do ministro André Mendonça, do STF, de que "não havia nada que pudesse induzir a alguma prática de ilícito por parte do procurador-geral da República".

Gonet pontuou: "Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogada, foi brevíssima e banal".

O procurador disse ainda que a atuação do MPF "sempre foi pelo total esclarecimento dos fatos e pelo sucesso da persecução penal". Ele salientou: "Quem analisa os fatos, sem viés, verá que o Ministério Público, no exercício do papel de titular da ação penal, foi preciso e foi correto".

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