Na estreia no rádio, Cleitinho mira custo de vida; Patrus, experiência; e Kalil, imagem de gestor

Candidatos ao governo de Minas Gerais adotaram estratégias distintas para se apresentar ao eleitorado

28 ago 2026 - 12h29
Resumo
Na estreia do rádio para o governo de Minas Gerais, os candidatos usaram estratégias distintas: Cleitinho focou na ligação popular e no custo de vida; Patrus destacou a educação e o apoio de Lula; Kalil ressaltou sua gestão em BH; Simões defendeu o legado de Zema; Roscoe apostou no perfil empresarial alinhado a Flávio Bolsonaro; e Gabriel Azevedo se colocou como alternativa aos polos tradicionais.

BRASÍLIA - No primeiro dia de propaganda eleitoral no rádio, veiculada na manhã desta sexta-feira, 28, os principais candidatos ao governo de Minas Gerais adotaram estratégias distintas para se apresentar ao eleitorado.

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) buscou reforçar a imagem de candidato identificado com o povo e crítico aos custos pagos pelos mineiros, enquanto o deputado federal Patrus Ananias (PT) apostou na experiência e na educação como marcas de sua trajetória política. Já Alexandre Kalil (PDT) relembrou a passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte para se apresentar como um gestor que "faz".

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Cleitinho iniciou sua propaganda reagindo diretamente ao imbróglio em torno de sua candidatura ao Palácio Tiradentes. "Sou sim, sou candidato a governador. Fizeram de tudo para mim (sic) desistir, mas eu estou aqui. E quem está aqui é você, é o povo", afirmou.

A abertura se deu justamente com um trecho de um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a área: "Eu quero que você saiba por que eu tenho obsessão pela educação. É porque eu não tive chance de estudar. Eu quero que todo mundo tenha chance de estudar".

Ao longo da inserção, o destaque foi ao Orçamento Participativo, implantado durante a gestão de Patrus na capital mineira. O programa foi usado como símbolo da administração do petista e contou com um depoimento de uma eleitora que atribuiu a construção de uma escola municipal ao mecanismo.

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Com 34 segundos de propaganda, Alexandre Kalil optou por uma mensagem curta e direta. O candidato abriu sua fala dizendo que seu tempo era reduzido porque seria "ruim de conchavo" e aproveitou os segundos disponíveis para se apresentar como um político de ação.

Para isso, Kalil recorreu à sua experiência como prefeito da capital mineira: "Fui prefeito de Belo Horizonte e aprendi que fazer é muito melhor do que falar. Não prometi hospital, mas eu fiz. Não prometi posto de saúde, mas fiz. Não prometi grandes obras e fiz. Agora, é pra fazer por Minas".

O pedetista também criticou a atual situação do Estado, que, segundo ele, está marcada pela dívida crescente, "caos" na saúde e insegurança. "Não dá pra arriscar, é hora de experiência e conhecimento. Menos conversa e mais ação", concluiu.

Detentor do maior tempo de propaganda, 2 minutos e 46 segundos, o governador Mateus Simões (PSD) usou sua inserção para se apresentar como responsável pela continuidade da gestão de Romeu Zema (Novo), atual candidato à Presidência e de quem foi vice.

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Mateus Simões se apresenta como continuidade da gestão Zema
Mateus Simões se apresenta como continuidade da gestão Zema
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Simões fez um balanço da gestão e buscou contrapor a situação encontrada quando Zema assumiu o comando do Estado com o atual momento de Minas Gerais.

"Recuperar Minas deu muito trabalho, mas isso nunca foi problema, porque de trabalhar, mineiro gosta. E foi assim que a gente devolveu o dinheiro dos municípios em acordos de quase R$ 14 bilhões. Depois foi ter coragem pra dizer não pra mordomias, não pra ineficiência, não pro desperdício. E o dinheiro que ia pro ralo, passou a ir pro cidadão", destacou.

O candidato do PL, Flávio Roscoe, apostou na apresentação de sua trajetória empresarial e à frente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) como principal credencial para disputar o governo.

Flávio Roscoe foi o candidato escolhido por Flávio Bolsonaro em MG
Foto: Divulgação/Bárbara Dutra / Estadão

Ele admitiu que ainda é pouco conhecido e procurou preencher esse espaço com resultados obtidos na gestão do Sistema S, especialmente na expansão do número de alunos do Sesi e do Senai. Roscoe também destacou sua vinculação à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de "próximo presidente da República".

Talvez você ainda não me conheça, por isso quero que conheça minha história e minha experiência. Prazer, eu sou Flávio Roscoe, estou junto com Flávio Bolsonaro, porque Minas merece mais", finalizou.

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Já o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) concentrou seus poucos segundos de propaganda na tentativa de se apresentar como "diferente" dos demais nomes ao Palácio Tiradentes.

"Nessas eleições, ser diferente é ser o candidato que se preparou de verdade. É ser candidato por ter um plano para Minas Gerais. E não só para aumentar o poder desse aqui à esquerda ou desse aqui à direita. (...) Talvez você ainda não me conheça, mas votando em mim, você vai estar votando no diferente", declarou o emedebista.

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