Músicas de Cleitinho lançadas em 2020 saem das plataformas digitais

Álbum que compila faixas gravadas pelo governador eleito de Minas tem 15 músicas; assessoria dele foi procurada para comentar, mas não respondeu

13 out 2026 - 17h46
Resumo
As 15 faixas do álbum lançado em 2020 pelo governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), foram removidas de plataformas como Spotify e Deezer sem esclarecimento da assessoria. Ex-músico regional e vendedor, Cleitinho venceu a disputa estadual no primeiro turno com 55,4% dos votos, após uma trajetória que incluiu mandatos como vereador, deputado e senador, além de uma pré-candidatura cheia de reviravoltas partidárias e a perda recente de seu irmão.

Músicas gravadas pelo governador eleito de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), foram retiradas das plataformas digitais. As 15 faixas, de estilos como piseiro e funk, pertenciam a um álbum intitulado "As Melhores do Cleitinho", lançado em 2020.

No Spotify, quem tem o link de acesso ao álbum é informado de que "as faixas deste lançamento não estão disponíveis". Na Apple Music e na Deezer também foi constatada a indisponibilidade. Procurada para comentar a remoção, a assessoria de Cleitinho ainda não respondeu.

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Capa do álbum 'As Melhores do Cleitinho', que foi retirado das plataformas digitais
Capa do álbum 'As Melhores do Cleitinho', que foi retirado das plataformas digitais
Foto: Reprodução / Estadão

Músicas como "Opala do Cleitinho", "No Fluxo Eu Tô Suave", "Ouvindo Mamonas" e "Vai Te Catar" faziam parte do álbum de Cleitinho, que antes de ser eleito vereador em Divinópolis (MG), cidade em que nasceu, trabalhava no hortifruti da família e era conhecido como Cleitinho Elétrico, com o qual fazia shows pela região. Um álbum de 10 músicas dessa fase segue disponível no SoundCloud.

Quem é Cleitinho Azevedo

Eleito governador de Minas no primeiro turno, Cleitinho recebeu 6.321.590 votos, o que representa 55,40% dos votos válidos. Ele iniciou a carreira política como vereador por Divinópolis em 2016, com 3 mil votos, e foi eleito deputado estadual dois anos depois.

Em 2022, concorreu ao Senado e obteve 4,2 milhões de votos, o que lhe garantiu o melhor desempenho entre os senadores eleitos em Minas naquele mesmo ano. Seu mandato no Senado vai até 2031, mas, como foi eleito para outro cargo, terá que renunciar à cadeira.

A candidatura de Cleitinho foi marcada de reviravoltas. Em abril deste ano, fazendo referência ao Dia da Mentira, o senador pediu que os apoiadores não acreditassem que ele havia desistido da pré-candidatura ao Palácio Tiradentes.

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Em julho, a indefinição esbarrou em um luto familiar. Em 18 de julho, Mateus Azevedo, irmão mais novo do senador, morreu aos 30 anos por complicações de uma leucemia.

No dia 25 daquele mês, durante a convenção estadual do Republicanos, Cleitinho não compareceu ao evento, o que aumentou os rumores de que disputaria o Palácio Tiradentes. Quatro dias depois, a legenda divulgou uma nota criticando a hesitação do senador e negando a candidatura a ele. Ele reagiu e manteve a pré-candidatura.

Em 3 de agosto, voltou atrás e anunciou a desistência. Mas, no dia 7, mudou novamente de posição e confirmou que seria candidato.

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