Ministro da Saúde critica Flávio Bolsonaro: 'Bolsonarinho é antivacina'

Alexandre Padilha anunciou ações para vacinação nas escolas e disse que movimento antivacina ainda é forte no País; procurado, senador ainda não se manifestou

22 abr 2026 - 20h29

BRASÍLIA- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproveitou o anúncio de ações para ampliar a vacinação, nesta quarta-feira, 22, para criticar o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a quem chamou de "Bolsonarinho". Procurado, o senador ainda não se manifestou.

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Em declaração a jornalistas, após ser questionado sobre a força do movimento antivacina no País, Padilha criticou a postura do senador e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Lula no Rio de Janeiro
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Lula no Rio de Janeiro
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

"Tem movimento (antivacina), tem candidato a presidente da República. O Bolsonarinho é antivacina. Não vem com esse papo agora de que ele é vacinado. O que que o Bolsonarinho fez quando o pai dele fazia chacota de vacina, falava que (quem) tomar vacina podia virar jacaré? Que que ele fez nessa época?", questionou o ministro da Saúde.

A postura de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 foi um dos principais entraves a sua reeleição. Na época, o presidente chegou a ironizar a doença dizendo que se tratava de uma "gripezinha" e adotou discurso negacionista, rechaçando vacinação e o uso de máscara.

Nesta quarta-feira, o ministro da Saúde afirmou que a vacinação é uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que a população deve "estar alerta o tempo todo", uma vez que há candidato antivacina disputando a Presidência.

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Segundo o ministro, o governo tem feito interlocução com religiosos para conscientizar a população sobre o benefício das vacinas. Padilha informou que o Ministério da Saúde fará um ato ecumênico nos próximos dias, com a presença de lideranças evangélicas, para celebrar o aumento da cobertura vacinal.

"Tenho feito muitos encontros com lideranças religiosas. Vamos realizar nos próximos dias um ato ecumênico aqui dentro do ministério com lideranças evangélicas para a gente fazer uma saudação desse resultado que tivemos na ampliação da cobertura vacinal.

"A gente pediu muito para essas lideranças religiosas falarem nos seus cultos da importância da vacina", disse o ministro.

O presidente Lula enfrenta uma forte resistência do setor evangélico. De acordo com pesquisa Quaest, divulgada na semana passada, a desaprovação de Lula neste setor avançou sete pontos porcentuais em um mês, passando de 61% em março para 68% neste mês.

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