O ex-presidente Michel Temer oficializou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Temer justificou sua decisão afirmando que o resultado do primeiro turno, liderado pelo senador com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do atual presidente, reflete o desejo popular por mudança e renovação. O emedebista, que indicou Alexandre de Moraes ao STF em 2017 — hoje alvo de críticas bolsonaristas —, declarou que o país anseia por novas atitudes.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) anunciou nesta segunda-feira, 5, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
Em publicação nas redes sociais intitulada "Declaração à Nação", afirmou que o resultado das urnas expressa um desejo de mudança e associou o candidato à "reconexão" com a sociedade.
"As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança. Quer atenção e respeito. Quem entendeu isso foi reeleito. Com os demais, deu-se a renovação", escreveu.
No primeiro turno, realizado neste domingo, 4, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, recebeu 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Presidente da República entre 2016 e 2018, Temer foi responsável pela indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017. O ministro é hoje um dos principais alvos das críticas de Flávio. Relator de processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato, Moraes determinou suas prisões e medidas cautelares e supervisiona o cumprimento da pena imposta ao ex-presidente.
Na avaliação de Temer, a renovação se manifestou tanto na composição do Congresso Nacional quanto na força da candidatura presidencial que avançou em primeiro lugar para a etapa decisiva da disputa.
"A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente", afirmou o ex-presidente, sem citar Lula nominalmente.
"Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio", concluiu.