'Japonês da Federal' é nomeado como secretário-adjunto do prefeito de Cuiabá

Policial federal aposentado Newton Ishii ficou conhecido nacionalmente durante a Operação Lava Jato

4 mar 2026 - 11h44
(atualizado às 12h02)
 'Japonês da Federal' é nomeado como secretário-adjunto em Cuiabá
'Japonês da Federal' é nomeado como secretário-adjunto em Cuiabá
Foto: Reprodução

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), oficializou nesta segunda-feira, 2, a nomeação do policial federal aposentado Newton Hidenori Ishii, conhecido nacionalmente como “Japonês da Federal”, para o cargo de secretário-adjunto. A designação consta na Gazeta Municipal.

Na nova função, Ishii atuará como comissionado e ficará subordinado ao secretário-chefe da pasta, Ananias Filho (PL), que também preside o partido no Estado. Entre as atribuições previstas, está o apoio na articulação institucional, com foco em práticas de compliance e no fortalecimento do diálogo entre as diferentes secretarias.

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A projeção nacional de Ishii ocorreu durante a Operação Lava Jato, quando ficou marcado por acompanhar a condução de políticos, empresários, doleiros e agentes públicos alvos de decisões judiciais. Anos antes dessa notoriedade, ele trabalhou durante o período da ditadura militar, na década de 1970, fato que mencionou em entrevista ao programa “Conversa com Bial”, em 2018.

Em junho de 2016, entretanto, foi preso sob acusação de facilitar o contrabando. O processo chegou ao trânsito em julgado, não cabendo mais recursos. Naquele período, chegou a ser transferido da Superintendência da Polícia Federal para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil do Paraná. Mesmo utilizando tornozeleira eletrônica, voltou a participar de escoltas realizadas pela PF em setembro daquele ano.

O uso do equipamento de monitoramento foi determinado porque não havia vagas disponíveis no sistema prisional para o cumprimento do regime semiaberto convencional. A ordem de prisão partiu da Vara de Execução Penal da Justiça Federal em Foz do Iguaçu (PR), no âmbito da Operação Sucuri, que investigou a atuação de agentes na entrada de mercadorias contrabandeadas pela fronteira.

A condenação que resultou na execução da pena teve origem em 2009, quando Ishii já estava aposentado, sem que houvesse, à época, qualquer restrição relacionada ao exercício de atividade profissional. Posteriormente, o Tribunal de Contas da União considerou irregular sua aposentadoria, em razão da contagem do tempo de serviço. Em 2018, contudo, foi concedida a ele aposentadoria especial voluntária.

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Fonte: Portal Terra
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