Governo Lula critica plano de expansão militar de Israel em Gaza

Itamaraty pediu a retirada completa e imediata das tropas israelenses do território

10 ago 2025 - 08h51
(atualizado às 08h51)
Resumo
Governo Lula condenou a ampliação militar de Israel em Gaza, pediu retirada imediata das tropas e reforçou apelo por cessar-fogo, ajuda humanitária e fim da crise.
Ruínas de uma casa palestina atingida por ataques israelenses no campo de refugiados de al-Shati na Cidade de Gaza
Ruínas de uma casa palestina atingida por ataques israelenses no campo de refugiados de al-Shati na Cidade de Gaza
Foto: Reprodução/REUTERS/Mohammed Fayq Abu Mostafa

O governo Lula (PT) divulgou nota na qual  "deplora a decisão do governo israelense de expandir as operações militares na Faixa de Gaza, incluindo nova incursão à Cidade de Gaza". De acordo com a nota, divulgada no sábado, 9, a nova incursão é uma medida que agravará a “catastrófica situação humanitária da população civil palestina, assolada por cenário de mortes, deslocamento forçado, destruição e fome”.

O Itamaraty lembrou que a Faixa de Gaza, assim como a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, é “parte inseparável do Estado da Palestina”, motivo pelo qual o Brasil renovou seu apelo pela “retirada completa e imediata” das tropas israelenses do território.

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“Nesse contexto, reitera a urgência da implementação de cessar-fogo permanente, da libertação de todos os reféns e da entrada desimpedida de ajuda humanitária”, complementou.

Na sexta-feira, 8, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou  que Israel intensificaria sua guerra de 22 meses com o Hamas tomando a Cidade de Gaza, grande parte já devastada por bombardeios e incursões terrestres anteriores. A nova ofensiva deve provocar mais deslocamentos em massa e agravar uma crise humanitária já considerada catastrófica.

Repercusão externa

A declaração foi repudiada tanto no âmbito interno como externo de Israel. Na sexta-feira, o plano do governo israelense foi criticado pelo alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Volker Turk. O governo alemão anunciou na mesma data que não aprovará nenhuma exportação de equipamentos militares que poderiam ser usados na Faixa de Gaza até segunda ordem.

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No sábado, 9, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, disse, após conversações no Egito, que as nações muçulmanas devem agir em uníssono e reunir a oposição internacional contra o plano de Israel de assumir o controle da Cidade de Gaza.

Fonte: Redação Terra
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